Após confusão na fila da biometria, funcionário defende diretor do cartório em Simões Filho; “insultou a mãe dele”

Autor: Redação

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A confusão entre o diretor de atendimento da justiça eleitoral e um cidadão de Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador, no último sábado (09/02), tomou grandes proporções e dividiu opiniões entre a população local.

Após matéria divulgada pelo SIMÕES FILHO ONLINE onde, em um vídeo gravado por uma mulher aparece o diretor fazendo ameaças ao cidadão, um funcionário do posto de atendimento localizado no Mini Shopping Nilmar entrou em contato a com a nossa redação contando uma nova versão para o caso.

De acordo com Wellington Gomes, de 33 anos, embora o vídeo tenha flagrado apenas o momento em que o diretor perde o controle com o eleitor, é necessário entender o que motivou a discussão, que segundo o funcionário partiu dos diversos insultos proferidos pelo cidadão.

“Esse cidadão encontra-se todos os dias aqui pela manhã. Eu mesmo já presenciei umas três vezes ele está na fila e pegar senha. Depois que ele pega a senha, ele retorna e fica na porta incitando o tumulto, sempre falando palavrões, palavras de baixo escalão”, revelou Wellington.

Ainda conforme o funcionário, no último sábado, ele e outros colegas de trabalho decidiram ligar para o diretor do cartório eleitoral solicitando que o mesmo providenciasse apoio policial, porque estava se gerando um grande tumulto no local, inclusive com a ação do cidadão envolvido na confusão que resultou no vídeo. No entanto, ao chegar no posto de atendimento, o diretor foi recebido com ofensas.

“Quando o diretor chegou na porta ele perguntou: o que o senhor está fazendo aqui, porque não é sua mãe que está aqui no sol. Ele ainda continuou falando palavrão e mesmo o diretor tentando se manter calmo, ele continuou falando palavrão e insultando a mãe do diretor até que ele se exaltasse”, explicou.

Wellington conta que não tem sido fácil trabalhar com a biometria em Simões Filho e que mesmo toda equipe tentando fazer o seu melhor, diversas pessoas chegam ao local já estressadas com as circunstâncias das filas e acabam descontando a raiva neles.

“Se vocês vierem todos os dias vão ver esse rapaz aqui incitando a ira, falando sobre políticos e fazendo menção à política. Eu acho que é um pouco desleal pelo fato de que, nós estamos passando por uma grande quantidade de pessoas e as pessoas já vêm exaltadas por conta da fila e acabam descontando essa exaltação em nós atendentes e coordenadores”, comentou.

O funcionário colocou que a provocação ao seu diretor parece ter cunho político e que considera a atitude do cidadão desrespeitosa, antiética e covarde.

“Eu acho que o intuito dele não é reivindicar melhoras para a população, porque se fosse ele não estaria aqui, estaria procurando os órgãos responsáveis. Mas ele está aqui somente para criar tumulto. Eu acho isso uma covardia, uma falta de ética”.

Wellington ainda afirmou que seu diretor costuma ser um homem pontual, dedicado e exemplar, que sempre orienta os funcionários com relação ao atendimento, priorizando o bem estar da população e que esse fato foi uma situação isolada, que não reflete a postura do profissional.