LISTA DO DESESPERO: Os cinco infernos dos passageiros de ônibus em Simões Filho

Inferno diário: As dificuldades dos passageiros de ônibus coletivo em Simões Filho.

Autor: Simões Filho Online | Fotos: Ilustrativas

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O inferno diário: As dificuldades dos passageiros de ônibus coletivo em Simões Filho, na Região Metropolitana do Salvador (RMS) são tantas que é possível enumerá-las no que poderia se chamar de ‘lista do desespero’.

A reportagem do Simões Filho Online foi às ruas e comprovou, entre os inúmeros problemas dos ônibus, os cinco maiores. Constam na lista superlotação, assaltos e paradas queimadas.

Veja lista abaixo:

1- Superlotação sem tempo de ter fim

Simões Filho tem uma frota de ônibus a menos do que deveria ter para fazer as mesmas viagens. São milhares de usuários e torna-se perceptível pelo número de passageiros acumulados nas paradas e terminais. “Todo dia é essa bagunça na volta para casa”, disse seu Aldair.

2-No calor e no aperto

No verão, a temperatura média é de 30 graus. No inverno, a sensação térmica reduz cerca de 4 graus. Agora imagine dentro de um ônibus lotado? A pessoa já chega no trabalho cansada, toda molhada de suor – no retorno para casa o sofrimento é ainda maior. A climatização do transporte público de Simões Filho é uma necessidade ainda muito distante de ser atingida. Porem, na última segunda-feira (11/8),  o Governado Rui Costa publicou, no  Diário Oficial do Estado (DOE), o aviso de licitação para concessão de linhas de Transporte Rodoviário Metropolitano de ônibus em Simões Filho, Candeias, Madre de Deus, São Francisco do Conde, Lauro de Freitas, Camaçari, enfim, toda a região. A frota a ser renovada deverá ter veículos zero quilômetro, equipados com validador para bilhetagem eletrônica, ar-condicionado, wi-fi, GPS, piso baixo e acessibilidade, ações que visam ampliar a qualidade do serviço.

3- Deixados para trás

Paradas queimadas humilham e frustram os usuários que dependem dos ônibus da Expresso Metropolitano. A queima da parada talvez seja um dos piores tormentos dos passageiros, principalmente, na volta para casa, a sensação de ser deixado para trás, após uma espera quase sempre longa, e, sem nenhum conforto, provoca uma frustração difícil de ser reparada em razão de uma prática cada vez mais recorrente para os moradores de Simões Filho. A queima de parada nunca resultou em punições para os motoristas, que também são pressionados a cumprir horário.

4- Insegurança dentro ou fora dos ônibus?

Coletivo para chegar aos seus destinos. Quem é usuário do transporte público à noite precisa se precaver para escapar da violência urbana: desligar e guardar o celular em locais não visíveis, não sair desacompanhado, não abrir carteira em público e subir no primeiro ônibus se perceber risco de assalto. Mas às vezes o problema pode ser dentro do ônibus. Moradores reclamam dos constantes assaltos que sofrem em paradas de ônibus e dentro de coletivos, apesar das intensas ações da Polícia Militar para inibir esse tipo de crime. Muitos moradores de Simões Filho reclamam que não há nenhum tipo de segurança, o que costuma deixar a rotina deles mais complicada.

5- Gentileza de menos

Falta de educação dos próprios usuários também é um dos infernos dos passageiros. Dentro dos coletivos os exemplos de falta de de gentileza se multiplicam. O lugar reservado ao idoso, gestante e cadeirante, em geral é ocupado por outros passageiros. No ônibus lotado quem já pediu para segurar os livros de quem fica em pé? A gentileza é um alívio para quem não tem opção de descanso na viagem e custa muito pouco para quem faz.

A educação de menos é também sentida pelos passageiros obrigados a ouvir som alto ao longo da viagem. Em 2013 foi aprovada uma Lei 12.803, sancionada pelo governador Jaques Wagner para coibir o som nos transportes coletivos, mas a norma acabou não ‘pegando’ por causa da dificuldade de fiscalização.

De um lado, motoristas de ônibus reclamam do comportamento de passageiros e do trânsito ruim. Do outro, usuários também estão insatisfeitos com condutores estressados, que dirigem “como doidos”, param fora do ponto ou passam direto quando alguém dá sinal para parar. E não é raro que essa convivência tensa em Simões Filho evolua para agressões verbais e até físicas. A jornada tensa se traduz em mau humor para ambos os lados.

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