Câmara autoriza Prefeitura de Simões Filho a pagar dívidas no valor de R$ 453 mil as igrejas

Autor: Redação

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Foto: Divulgação

A sessão na câmara de vereadores desta terça-feira (27/3), preparou um momento polêmico para quem esteve presente.

A votação do Parecer Conjunto das Comissões Permanente de Justiça e Finanças referente ao Projeto de Lei 006/ 2018 que autoriza o município de Simões Filho, através do poder executivo a quitar dividas com a Diocese de Camaçari e com a Primeira Igreja Batista Regular do CIA, em razão da utilização de imóveis de propriedade das referidas entidades, no período de junho/2014 a fevereiro/2016 e janeiro/2013 a setembro/2014, foi um dos principais assuntos da noite.

Segundo relatório apresentado pela Comissão de Finanças, a Prefeitura tem um débito no valor de R$ 453 mil reais com as instituições religiosas, deixadas pela gestão do ex-prefeito Eduardo Alencar (PSD), e dependia da autorização dos edis para que o gestor do município pudesse quitar essa dívida.

Durante discussão sobre o assunto, o vereador Everton Paim discutiu o projeto de pagamento das instituições religiosas, cujo a Comissão de Finanças presidida pela vereadora Kátia e a Comissão de Justiça presidida pelo vereador Sandro Moreira, em relatório, recomendou que o pagamento fosse efetuado. “Estou feliz em poder votar esse projeto e saber que o município vai quitar a dívida existente com a igreja católica e com a igreja Batista, pois são instituições sérias que realizam trabalhos importantes no nosso município”, disse o parlamentar.

Ao pedir a palavra, o vereador Neco Almeida (PSD) lamentou a ausência do vereador Sandro Moreira (PSL) (líder da oposição na Câmara) e comentou que na última sessão, o edil havia dito que a antiga gestão não tinha deixado dívidas com essas instituições.

Neco lembrou, ainda, que ao negar a existência da dívida, o vereador da oposição duvidou até da palavra de Dom Petrine, que é um Bispo responsável pelas igrejas da região metropolitana.

O vereador Vel também abordou sobre o assunto e disse que apesar da dívida, a igreja católica não deixou de prestar seus serviços a população e salientou que o colega Sandro Moreira deveria se respeitar ao falar dessa instituição tão séria – a igreja católica – que jamais cobraria uma dívida se esta não existisse.

O vereador Canjirana ao discutir o assunto informou que ainda na última gestão foi o informado ao secretário de fazenda da época e o fato foi ignorado. Mas que agora o prefeito Dinha teve o cuidado de solicitar a procuradoria do município que fizesse um levantamento da dívida para que a prefeitura pudesse quitar com autorização dos vereadores

Em seguida, o vereador Orlando de Amadeu (PMDB), voltou tecer duras críticas contra o ex-prefeito Eduardo Alencar (PSD), e se dirigiu a mídia local sem citar nomes. Veja a fala de orlando aqui.

Já o parlamentar Eri Costa fez uma explanação técnica sobre o assunto e esclareceu que o pagamento as duas instituições religiosas não é nenhuma doação que o prefeito Dinha estará fazendo e sim o pagamento de mais uma dívida herdada da última administração, que além de um débito de 300 milhões, agora, o atual gestor irá pagar mais uma dívida de quase meio milhão referente a aluguel de imóveis que eram destinados a educação do município e refere se ao Centro Comunitário Nossa Senhora da Luz, Creche Matilde Freitas, Centro Comunitário Ressurreição, Centro Comunitário Cristo Rei, Centro Comunitário Irmã Dulce e Centro Comunitário Nova Esperança.

Já as dívidas com a igreja Batista refere se ao aluguel do prédio onde funciona o Instituto Batista de Educação, localizado no Cia 1 e classificado por diversos edis como referência em educação da cidade.

Depois de discutida a matéria, os vereadores presentes aprovaram por unanimidade que a dívida do município com as instituições sejam pagas pelo prefeito Diorgenes Tolentino.