Caos no Hospital de Simões Filho: Família denuncia erro clínico e idosa sofre na unidade de saúde

Durante o atendimento um enfermeiro furou a artéria, quando deveria acertar na veia, o que teria provocado toda situação

Autor: Redação

Publicada em


Mais um absurdo entra para as ocorrências registradas por pacientes no Hospital Municipal de Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). Desta vez, uma idosa de 74 anos se tornou vítima da falta de estrutura e profissionalismo na unidade hospitalar. [Veja vídeo mais abaixo]

A paciente Valdeci de Andrade Bispo sofreu um princípio de infarto no último dia 28/02. De acordo com os familiares, a idosa foi socorrida para o Hospital Municipal (HMSF), onde a principio foi bem recepcionada e atendida por toda equipe médica da melhor forma possível.

Contudo, como o hospital não dispõe dos equipamentos de alta complexidade, ainda segunda a família, dona Valdeci foi regulada para realizar um procedimento de cateterismo em uma unidade de saúde da capital baiana.

Enquanto aguardava pela regulação, a idosa acabou vivendo o que se tornou um verdadeiro pesadelo em sua vida. Em contato com a redação do SIMÕES ILHO ONLINE, o neto da paciente afirma que um técnico de enfermagem, ao instalar um acesso intravenoso da idosa acabou atingindo uma de suas artérias, deixando sua avó em um estado muito delicado.

“O técnico de enfermagem ao invés de pegar o acesso de minha vó, ele acabou furando uma artéria dela e por causa desse erro, que eu não sei nem se esse cara estudou para estar no hospital, ela ficou com a mão totalmente inchada e sem poder realizar o procedimento cirúrgico e o caos não acaba aqui – tem mais”, contou Diego Bispo, de 29 anos.

Ainda conforme Diego, os médicos que acompanham dona Valdeci informaram para a família que, por causa do incidente, a paciente só poderia sair da unidade para fazer o cateterismo após uma consulta com um Angiologista, médico especializado em circulação sanguínea. [Veja vídeo mais abaixo]

Como o fato aconteceu durante o período de Carnaval, a idosa foi obrigada a aguardar até a última sexta-feira (08/03) quando finalmente o angiologista apareceu e liberou a paciente para fazer o cateterismo no Hospital Roberto Santos.

“Antes de minha vó sair para o Roberto Santos, uma técnica que acompanhava ela disse que ela não ia conseguir fazer o procedimento por causa do inchaço na mão, mas mesmo assim, o médico disse que estava mandando e que era para levar ela”, relevou Diego.

Segundo o neto, sua avó foi obrigada a passar o dia inteiro sem se alimentar aguardando para fazer o cateterismo, mas quando chegou no Roberto Santos, o médico que prestou o atendimento identificou que a idosa não tinha condições de realizar o exame e atribuiu a questão como “falta de responsabilidade por parte do Hospital Municipal de Simões Filho”.

Resultado: A paciente foi mandada de volta para o Hospital Municipal de Simões Filho, pois não tinha condições de passar por atendimento devido ao erro da unidade de saúde.

“O médico disse para minha vó denunciar o técnico, porque se fosse com uma criança ele poderia mata-la. Minha vó voltou para o Hospital de Simões Filho, depois de ter passado o dia todo com fome e o pessoal ainda esqueceu de deixar a comida dela”, disse Diego.

Como se não bastasse o dia inteiro sem se alimentar, mais uma vez, por questão de negligência, a idosa foi obrigada a se alimentar apenas com um suco artificial de (Caixinha) e um sanduiche, o que deixou a família ainda mais revoltada.

Veja vídeo e entenda o caso

Desde então, a paciente continua hospitalizada no Hospital de Simões Filho, sem previsão de nova data para fazer o cateterismo, correndo risco de vida, sem contar o estado lastimável em que se encontra o seu braço, inchado e completamente deformado.

Ao lamentar a situação de sua avó, Diego comentou sobre a passagem do prefeito no hospital, na ultima sexta-feira (Dia da Mulher) onde entregou rosas a algumas pacientes. Ao invés de rosas, o neto revela que gostaria que sua avó e todos os demais pacientes fossem tratados com dignidade e profissionalismo, o que tem faltado no hospital e em toda a rede de saúde pública da cidade.