Deputado se incorpora à causa que impede construção de Aterro da Naturalle em Simões Filho

Autor: Ascom

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O deputado estadual Joseildo Ramos (PT) recebeu em seu gabinete, na tarde desta quarta-feira (7), representantes do movimento social “Nossa água, nossa terra, nossa gente”, formado por moradores do município de Simões Filho. O objetivo da visita foi solicitar apoio do parlamentar para o impedimento da construção de um aterro sanitário sobre o Aquífero São Sebastião, considerado o segundo maior em produtividade do país, responsável pelo abastecimento de alguns municípios da Região Metropolitana de Salvador. Ao todo, serão tratados pelo aterro cerca de 3 mil toneladas de resíduos sólidos diariamente. Joseildo se colocou à disposição para contribuir na luta.

“Tenho total interesse em me integrar à causa porque trata-se da preservação do meio ambiente e, consequentemente, da qualidade de vida de aproximadamente 20 mil pessoas que moram na região”, afirmou. O deputado ainda se comprometeu em levar a pauta para a Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa, a qual é membro, para que seja realizada uma grande audiência com órgãos de Estado, prefeitura municipal, a população de Simões Filho e a empresa em questão, Naturalle Tratamento de Resíduos.

Daniela Sampaio, advogada ambientalista e integrante do movimento, afirmou durante a conversa que o aterro sanitário vai gerar sérios danos ambientais à região. “Além dos impactos diretos com o mau cheiro e o aumento de vetores de doenças, certamente o aterro sanitário aumentará o índice de poluição do solo e da água. A responsável pela obra da Naturalle também não levou em consideração o alto índice pluviométrico na região, que contribuirá para a poluição do entorno, e a existência de entidades tradicionais em localidades próximas como os quilombolas”.

Para o padre da região Cristian Viene, os impactos são injustos porque, além da desvalorização imobiliária do entorno, gera-se um grande prejuízo para a população. “Mesmo se essa construção fosse dentre da lei, com todos os licenciamentos, não deixa de ser uma injustiça porque, para o lucro de muitos poucos, vai atingir e prejudicar 20 mil pessoas”, ponderou.