Eleição para presidência da Câmara de Simões Filho será antecipada

Autor: Redação

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Foto: CMSF

A Câmara Municipal de Vereadores de Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), já tem data definida para a votação que escolherá o próximo vereador que irá presidir a casa no período de 2019 a 2020.

A eleição para presidente que ocorreria no final do ano será antecipada e vai ocorrer na ultima sessão ordinária do mês de junho, quando os parlamentares também encerrarão os trabalhos do primeiro semestre do ano.

O presidente da Câmara Genivaldo Lima (DEM), que já havia informado não ter interesse de concorrer a reeleição para presidência, falou sobre os motivos que levou a antecipação das eleições na casa legislativa.

“Este ano é um ano eleitoral, onde haverá escolhas de candidatos a governador, presidente, deputado estadual e federal, e nós temos a intenção que uma eleição não interfira na outra, uma vez que seguindo o nosso regimento teríamos uma eleição em outubro e a nossa em novembro, ou seja muito próximo uma da outra, e talvez poderia ter a interferência de algum político em relação a decisão aqui, por isso decidimos antecipar para junho e iremos fazer uma modificação no regimento interno da Câmara para  que seja atendido legalmente essa realidade e temos consciência que teremos bom êxodo”, explicou Lima.

Quais são os vereadores que irão concorrer

Em relação aos nomes que irão concorrer a vaga da presidência Genivaldo informou, que até o momento apenas um vereador o  procurou  e informou que iria se candidatar  para assumir a cadeira da presidência, e que já ouviu falar da pré-candidatura do líder da oposição, porém o vereador ainda não tinha feito nenhum comunicado oficial sobre o assunto.

Foto: CMSF

“Até o momento apenas o líder do prefeito na Câmara, o vereador Orlando de Amadeu (PSDB), manifestou para mim o desejo de ser o novo presidente da casa. Eu li em uma entrevista que Sandro Moreira disse que também colocaria o seu nome, mas até o momento ele não fez nenhum comunicado oficial para mim. Eu resolvi não ser candidato a reeleição a presidência pois já coloquei inclusive projetos solicitando que a reeleição aqui na Câmara fosse banida, na época o projeto foi reprovado, mas hoje são 19 vereadores e no minimo dois precisam ter o direito de presidir a casa. Todos foram eleitos pelo povo e devem ter a oportunidade de serem votados aqui também, por isso eu estou abrindo mão da reeleição, pois quero apoiar o vereador do grupo politico de Dinha”, salientou o edil.

As modificações da mesa diretora

O parlamentar disse ainda, que com a nova eleição espera que a mesa diretora também seja modificada já que o futuro presidente para concorrer a eleição já vem com a chapa formada com indicação dos nomes do primeiro e segundo secretário, bem como do primeiro e segundo vice-presidente. “Seria muito mais democrático que as outras pessoas que compõe a mesa da presidência abrisse mão da função, assim como eu fiz, para que outros que nunca exerceram função na mesa diretora também possam fazer o trabalho”, esclareceu  Genivaldo Lima.

Principal dificuldade enfrentada

O atual presidente da Câmara, fez uma avaliação do seu mandato à frente da presidência da casa, revelou ter feito modificações importantes no prédio para garantir mais comodidade para os funcionários e para o público que frequenta o local e salientou que na sua opinião a principal dificuldade enfrentada por quem preside a casa legislativa de Simões Filho é o duodécimo orçamentário muito baixo.

“O duodécimo orçamentário da Câmara é muito baixo, fazendo uma comparação com outras cidade por exemplo Lauro de Freitas que tem a mesma quantidade de vereadores, porém a verba de lá é de quase Um milhão e novecentos, nós aqui em Simões Filho  com a mesma quantidade de parlamentares trabalhamos como Um milhão e duzentos em média de verba, quase setecentos mil de diferença e esse valor faz muita diferença. Eu sou uma pessoa que gosta de administrar crescendo o patrimônio e não pude fazer tudo que queria justamente pela falta de recursos e essa será a dificuldade que o próximo administrador vai enfrentar”, concluiu Lima.