Homem mata namorada, o filho dela e finge desaparecimento para não ser preso

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Autor: Simões Filho Online

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Indignação, revolta, dor e saudade são os sentimentos que a família da cabeleireira Cleifane Costa Campos, de 24 anos, e do filho Samuel, de apenas 2 anos, sente desde a manhã desta quarta-feira (17/04), quando recebeu a notícia de que ela e a bebê, foram encontrados mortos em um matagal próximo a cidade de Igarapé, região metropolitana de Belo Horizonte.

Cleifane e o filho estavam desaparecidos desde o fim de janeiro deste ano, quando foram vistos pela última vez saindo de Betim, a caminho da casa do namorado Erick Henrique Lopes Luis, de 28 ano. Ele é o principal suspeito de cometer o crime e foi preso preventivamente pela Polícia Civil.

3 meses fingindo

De acordo com Rosilene da Costa Santos Silva, mãe de Cleifane, a filha teria conversado com ela, pela última vez, na noite de sábado, 26 de janeiro. A mãe disse que Cleifane saiu com o namorado no sábado a noite, e ficou até umas 4 horas da madrugada. A partir de então, Rosilene só teve notícias da filha por meio do namorado.

O namorado de Cleifane, Erick Henrique, contou a seguinte história. Ele afirmava que a jovem estava com muita dor de cabeça e, como morava com o filho e uma amiga no bairro Nossa Senhora das Graças, em Betim, sugeriu que ele buscasse o pequeno para ficar na casa dele, em Igarapé. E assim foi feito, segundo o namorado – apesar da mulher que mora junto com a cabeleireira não ter visto.

O casal e a criança, então, teria passado o domingo todo na casa do namorado. Na manhã de segunda, ele disse que saiu para trabalhar às 6h40 e tinha prometido voltar às 14h. Mas teve um imprevisto e retornou à residência apenas às 19h. Quando chegou, Cleifane e o filho não estavam mais lá.

Na mesma segunda-feira, o homem foi à casa da namorada, afirmou que não viu ninguém lá e depois passou na casa da mãe da jovem, que fica próxima ao endereço da filha. A família de Cleifane e o namorado chegaram a procurar em unidade de saúde. No dia seguinte, na terça-feira, com a falta da mulher ao trabalho (ela folga às segundas-feiras), Erike foi a delegacia juntamente com a mãe para registrar o desacontecimento.

Rosilene explicou que o namorado da filha estava muito agitado e nervoso no caminho à delegacia – a mulher ainda afirma ter observado arranhados no peito e no rosto do homem e, ainda, sangue no veículo. Ela confrontou o rapaz e perguntou de onde veio aquele sangue, mas ele não soube responder.

Na delegacia, Rosilene contou toda a situação e o namorado foi levado para prestar esclarecimento. Mas ele foi liberado em seguida, por falta de provas.

A verdade

Segundo a policia, Erick foi quem informou sobre o desaparecimento da namorada e do filho dela, que era uma criança especial e não falava. Para despistar os investigadores, Erick estava prestando apoio e assistência à família da namorada e sempre passava na delegacia para saber sobre o andamento das investigações, mas dava informações falsas para confundir os investigadores.

Desde o início das investigações, a polícia suspeitava dele. Os investigadores acreditavam que ele teria algum envolvimento no desaparecimento dela, uma vez que foram observados diversos arranhões pelo corpo do homem. Durante a perícia, também foi encontrado no carro do suspeito sangue humano e barro. O laudo saiu na semana passada, apontou que era da vítima. A partir deste resultado, a polícia pediu a prisão de Erick.

Durante o interrogatório, Erick confessou o crime e contou como tudo aconteceu no dia 27 de janeiro. Ele disse que, na madrugada daquele dia, ele e a namorada tiveram uma briga quando voltavam de um show. Segundo a polícia, o rapaz falou que o assassinato aconteceu na casa dele e que um amigo participou da ação. Ele deu a localização exata dos corpos, que foram encontrados em um matagal perto do imóvel.

Cleifane era cabeleireira, e fazia planos para  voltar para a faculdade. Mãe e filho estão sendo velados nesta quinta-feira (18/04)