Homem sofre para marcar cirurgia em Simões Filho; “estou perdendo o movimento dos dedos

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Autor: Redação

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Os dias passam, as propagandas continuam e a saúde pública no município de Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador (RMS) só piora. As queixas e as denúncias da população com a atual situação do Hospital Municipal se tornam cada vez mais graves.

Para o simõesfilhense Wallison Silva Ramos, de 36 anos, a única alternativa encontrada para ao menos tentar chamar a atenção das autoridades, no sentido de conseguir minimizar a sua angustia é apelando para a imprensa local.

Em contato com o SIMÕES FILHO ONLINE, na manhã desta segunda-feira (25/02), Alisson contou um pouco de como tem sido difícil conseguir apoio no município para lidar com as sequelas de um antigo problema de saúde.

Há 8 anos, Wallison sofreu um acidente de trabalho em que teve parte da sua mão dilacerada. Com o acidente, o rapaz precisou fazer dois procedimentos cirúrgicos no Hospital de Simões Filho (HMSF), que na época contava com um especialista em mão e punho.

Com o passar dos anos, Wallison voltou a sentir fortes dores e em um dos dedos acometidos pelo acidente, começaram a crescer cacos de unha em um local inadequado e a situação do rapaz começou a se agravar.

“Está nascendo caco de unha no lugar da cirurgia onde não era mais para nascer, aí eu fui recorrer ao médico de mão aqui na cidade e já não tem mais nenhum profissional desta área no hospital”, disse ele.

De acordo com informações, há cerca de um ano foi suspenso o atendimento com o cirurgião especialista em mão e punho no HMSF. Desde então, os pacientes que procuram a unidade hospitalar ficam a mercê da Secretaria de Saúde, na esperança de um dia finalmente terem suas consultas novamente agendadas.

No caso de Wallison, como as sequelas da cirurgia acabaram deixando ele sem condições nenhuma de voltar a trabalhar, as dificuldades são ainda maiores e ele já não sabe mais a quem recorrer.

“A minha mão é meu instrumento de trabalho e eu estou passando por privações por causa disso. Dói muito, já perdi o movimento de um dedo e estou perdendo o movimento de mais dois dedos, que são os dedos do lado”, contou ele abatido.

A única esperança de Wallison agora é que algum profissional da área que tenha acesso a essa matéria se sensibilize com o caso e ofereça alguma possibilidade de realizar a cirurgia, porque em Simões Filho mesmo, o rapaz já não consegui mais manter o otimismo de que terá sua demanda atendida.