Mãe de criança de 9 anos denuncia caos na pediatria do Hospital de Simões Filho

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Autor: Redação

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Mais um relato de criança que volta para casa praticamente sem atendimento no Hospital Municipal de Simões Filho, Região Metropolitana de Salvador (RMS) vem a público na manhã desta segunda-feira (25/02).

Em contato com a redação do SIMÕES FILHO ONLINE, a recepcionista Leide, de 43 anos, conta que procurou a unidade hospitalar por volta das 07h da manhã, acompanhada de sua filha Raissa, de 9 anos, que sofria com fortes dores abdominais.

Depois de uma hora e quinze minutos de espera, Leide afirma que a filha passou pelo pediatra e após examinar o abdômen da criança o médico prescreveu uma medicação e solicitou exames de sangue, sumário de urina e ultrassonografia.

Após receber a medicação, Leide conta que seguiu com a criança para fazer a ultrassonografia, mas foi informada por uma funcionária que não havia técnico na unidade para realizar o procedimento.

Frustrada com a primeira negativa, a mãe relata que continuou o percurso até a sala de coleta, onde Raissa faria o exame de sangue e o sumário de urina, mas pela segunda vez foi surpreendida com a notícia indesejada de que os exames não estão sendo feitos na unidade hospitalar.

“Na sala de espera ela me informou que ia demorar um pouco porque primeiro iria coletar as amostras dos pacientes que estão internados e depois das outras pessoas para levar para UPA, sendo que isso ia levar umas quatro horas. O hospital é apto para fazer um hemograma, mas os exames do pessoal que está indo para a emergência estão sendo feitos na UPA”, relatou a mãe.

Chateada com a situação, Leide denuncia ainda que os aparelhos de ar condicionado da pediatria estão parados por falta de manutenção e segundo ela, a informação foi confirmada por uma funcionária do hospital.

“Tinha uma pessoa lá que me falou que os ar condicionados estão quebrados e que eles têm que fazer o alinhamento com a empresa de refrigeração para fazer o conserto. Mas eu penso assim, poxa, como é que um hospital emergência, você sabe que chega criança com vários tipos de doenças, todo mundo junto, tem criança internada também e o ar condicionado quebrado?”, indagou ela.

Sem alternativa, Leide diz que resolveu retirar a filha do hospital e buscar recursos para realizar os exames em uma clinica particular, porque sabe que se fosse aguardar na unidade, além de não ter garantia de que os exames seriam feitos, ainda corria o risco de a criança adquirir outras bactérias, que se proliferam em ambientes abafados.

Também conforme o relato da mãe, quando um paciente ou responsável resolve reclamar do atendimento, logo a direção manda chamar os seguranças para intimidar os cidadãos, enquanto isso, a saúde continua um caos e os direitos básicos da população negligenciados.

O SIMÕES FILHO ONLINE tentou entrar em contato com Hospital Municipal de Simões Filho (HMSF), sem sucesso.