MILAGRE: Criança com sentença de morte surpreende médicos e sobrevive após orações em Simões Filho

O caso aconteceu em Simões Filho. A menina foi desenganada pelos médicos.

Autor: Jerffeson Brandão | colaborou Débora Souza

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GRANDE HISTÓRIA DE SUPERAÇÃO E MILAGRE


Uma garotinha de 8 anos que foi desenganada pelos médicos, com previsão de morte, contrariou os prognósticos, tornando-se um verdadeiro milagre.

Os pais de uma menina que tem apenas 8 anos de idade, uma recente vítima da violência na cidade de Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), reconstitui o drama da filha que, além de ser estuprada, acabou sendo estrangulada pelo motorista Alexandre Márcio Ribeiro Bacelar, 44 anos.

O crime ocorreu numa quarta-feira, 07 de setembro, por volta das 16h. A partir deste momento, começou a luta do Vendedor Andrelane de Araujo da Silva, 31 anos e da Manicure Elane Raquel Silva de Sento Sé, 23 anos.

A filha deles, que na época tinha 7 anos de idade, foi atraída para um terreno, próximo à casa da família, após Alexandre oferecer-lhe algumas moedas. Depois de consumar o estupro, Alexandre ainda tentou estrangular a criança e, como não conseguiu, confessou que jogou a menina no chão, bateu e pisou na sua cabeça. A garotinha foi socorrida às pressas para a UPA do CIA, e em seguida para o Hospital Robertos Santos, em Salvador. Lá, a criança foi desenganada pela medicina. Para os médicos, não tinha mais jeito, a filha de Andrelane e Raquel iria morrer.

Era o fim

Após ouvir da boca do homem que não havia mais jeito, o pai e a mãe da menina, que são evangélicos, viram o mundo desabar sobre suas cabeças. Andrelane e Raquel que são separados, tiveram que unir forças e buscar na Fé o caminho para superar o momento mais difícil que ambos já passaram em suas vidas.

Foram 21 dias em coma e 32 na enfermaria do Hospital Roberto Santos, totalizando 53 dias de internamento. Durante esse período, a criança perdeu todos os movimentos e sentidos. “À principio, os médicos deram um laudo de que ela não iria suportar aos traumas, as fraturas no crânio – então, por conta disso eles alegaram que ela não iria sobreviver. Por isso nós fomos em busca de recursos espirituais, pedir e clamar a Deus. A partir daí decidimos fazer uma grande corrente de oração envolvendo não só o município de Simões Filho, mas todo o Brasil. Pessoas de todas as partes do país se comoveram com a nossa situação, nos procuraram e se uniram à nossa Fé. Foi aí que Deus agiu, tirou ela do quadro de morte e, 21 dias depois, ela despertou, mas acordou sem enxergar, falar e andar. Após esse milagre, os médicos fizeram um novo diagnóstico – informaram que minha filha ficaria em estado vegetativo para o resto da vida”, contou Andrelane, dirigente da congregação da Igreja Assembleia de Deus Seguir a Paz, do Pastor Enoque Protásio.

Perseverança

Apesar dos médicos informarem que ela não iria mais enxergar, falar e andar, Andrelane e Raquel continuaram mantendo as chamas da Fé acesa. Orando incessantemente, buscando a Deus no momento mais difícil da vida, encontraram a resposta que tanto precisavam: O Milagre. “Novamente colocamos nossa Fé em prática e Deus mais uma vez operou o milagre na vida da minha filha que aos poucos foi recuperando novamente a visão, voltando a andar e a falar”, enfatizou.

Transformação

Hoje, quem vê a garota toda sorridente na escola não imagina que ela foi estuprada, agredida, estrangulada, desenganada pelos médicos, que ela teve um considerável atraso no desenvolvimento; que passou a não enxergar aos 7 anos de idade, que começou a sentar e engatinhar há pouco tempo, voltou a andar há alguns meses e só começou a falar recentemente, perto de completar os 8 anos de idade. Tudo isso no intervalo de um ano.

“Hoje graças a Deus já conseguimos superar essa situação, minha filha está recuperada, voltou a estudar este ano, leva uma vida como uma criança normal. Foi um baque muito difícil para família e para mim como pai, mas a gente conseguiu vencer. Somos gratos a Deus pelo milagre que Ele fez”, agradeceu o pai.

Tratamento

“Minha filha ainda toma anti convulsivo. Aquele homem agrediu a cabeça dela causando fraturas múltiplas no crânio. Por conta disso, o médico neuro cirurgião falou que ela poderia ter crise convulsiva. Por isso ela faz o uso do medicamento em 12 em 12 horas e não há prazo para suspensão da medicação”, completa.

“Para os médicos ela iria morrer e não tinha mais jeito. Mas Deus falou que tinha jeito sim, pois quando o homem fala que não, Deus fala que sim”.

Inocência

Para os pais da menina, Deus também preservou a fantasia, a imaginação, e inocência da criança. “Ela não sabe o que realmente aconteceu. Minha filha criou em sua mente que caiu de bicicleta e bateu a cabeça. Essa ação do organismo, segundo os psicólogos, é uma defesa do próprio cérebro”, conta Araujo.

De frente com o acusado

Questionado sobre a possibilidade de ficar frente a frente com o criminoso, André disse que não sabe qual seria a sua reação. “Eu ia tentar manter a postura, mas é muito difícil ficar frente a frente com a pessoa que maltratou a minha filha que tanto amo. Seria uma situação muito difícil, eu prefiro evitar esse encontro. Acredito na justiça soberana, esperamos na justiça de Deus porque esta não falha”, argumentou o pai da vítima.

Alívio após condenação

Alexandre Márcio Ribeiro Bacelar, 44 anos, o homem que estuprou e estrangulou a menina, foi condenado a 28 anos de prisão em regime fechado, na tarde da última quarta-feira (13/09) no Salão do Juri da 1ª Vara Criminal da Comarca de Simões Filho.

Sobre o resultado da condenação, o pai da criança disse que a justiça foi feita. “Eu achei justo! A pena máxima que ele iria pegar seria de mais de 40 anos, ele vai cumprir agora 2/3 – então, eu acredito que a justiça  foi feita. Nossa família está satisfeita com resultado porque Deus ele é fiel”, afirmou Andrelane.

Daniela Silva dos Santos Sé, avó da criança \ Foto: Jerffeson Brandão/Simões Filho Online

A avó da criança, Daniela Silva dos Santos Sé, 38 anos, demonstrou alívio com a condenação do Alexandre. “Eu sinto que a justiça foi feita e estou aliviada, porque eu ainda tinha medo de ele ser solto e vir atrás de nós”, salientou.

“Foram noites e dias de muito tormento e agonia. A gente chegava no hospital e não tinha uma resposta positiva, mas o milagre foi feito. Hoje, eu vivo a base de remédios, mas creio que depois dessa sentença, vamos escrever uma nova história”, acrescentou Daniela.

Raimunda Loureiro da Silva, Bisavó da menina | Foto: Jerffeson Brandão/Simões Filho Online

A bisavó, Raimunda Loureiro da Silva, 54 anos, revelou que a sentença trouxe um alento para o seu coração. “Eu dormia chamando o nome dela, foram muitas noites e eu tinha a certeza que ela acordaria. Foi muito sofrido – desestruturou toda a família e agora, com o resultado da sentença, me sinto mais aliviada – a justiça foi feita”, disse.

“O mar parecia se fechar para a menina. Mas quando o difícil se torna impossível Deus começa a agir”

Fotos e reportagem: Jerffeson Brandão/Simões Filho Online
Colaborou Débora Souza