Morre ativista do movimento LGBT da Bahia Marina Garlen

O sepultamento de Marina deve acontecer nesta terça-feira (02), em Simões Filho. Família vai decidir.

Autor: Simões Filho Online

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Morreu na madrugada deste domingo, 31, em São Paulo, a baiana Marina Garlen, ativista do movimento LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros). Ela representava a Bahia em um evento do Dia Nacional da Visibilidade Trans, na capital paulista.

Marina Garlen, tem 49 anos, era artista e ativista LGBT. Natural de Simões Filho, na região metropolitana de Salvador, era a filha mais velha de quatro irmãos. Ela faleceu na madrugada de sábado para domingo de um possível infarto, enquanto dormia em um quarto do Hotel Itamaraty, centro da capital paulista. A Ativista LGBT participava como convidada da Semana da Visibilidade Trans que acontecia na cidade. Marina também ocupava cadeira de Conselheira de Cultura LGBT do Ministério da Cultura.

Marina Garlen, teria passado mal durante a madrugada, chegou a ser atendida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu. A causa da morte ainda é desconhecida.

Marina, tem um histórico de vida marcado pela luta e pelo preconceito. Aos 16 anos saiu de casa, em Simões Filho, para ganhar o mundo. Pouco tempo depois foi para a Europa, onde morou por 17 anos entre Itália e Portugal. De volta a Bahia, ela trouxe na bagagem o talento para interpretar as grandes divas da música mundial.

Além de militante, Marina também ocupava a cadeira de conselheira de Cultura LGBT do Ministério da Cultura. Ela também atuava como cabeleireira, maquiadora e artista performática. Em 2015, a artista completou 35 anos de carreira.

De acordo com uma publicação feita por Marcelo Cerqueira, presidente do Grupo Gay da Bahia (GGB), em seu perfil no Facebook, o sepultamento de Marina deve acontecer nesta terça-feira (02), em Simões Filho (Região Metropolitana de Salvador), onde a família possui um jazigo. Familiares consideram também a possibilidade de ser realizado no Campo Santo, em Salvador. A decisão deve sair nas próximas horas.

O translado do corpo para a Bahia depende agora da liberação do Instituto Médico Legal (IML) de São Paulo.

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