“Muita gente não engole”, diz Kannário sobre denúncias no Conselho da Câmara

Autor: Redação

Publicada em


Foto: Aratu On
Do Aratu Online, parceiro do Simões Filho Online

O deputado federal e cantor Igor Kannário (DEM) se pronunciou sobre as denúncias feitas contra ele no Conselho de Ética da Câmara por suposta quebra de decoro parlamentar durante o Carnaval de Salvador. O democrata diz que recebeu a “notícia com tranquilidade” e que seus trabalhos continuarão a ser pautados “na defesa do povo carente”.

“Ser a voz da camada mais pobre da população incomoda muita gente. Representar os favelados, falar em paz, respeito e oportunidades para os menos favorecidos assusta quem tem horror a pobre. Eu amo o que faço e continuarei a luta pelos que mais precisam”, promete Kannário.

As representações foram feitas na terça-feira (12/3) pelo deputado estadual baiano Capitão Alden (PSL) e pela Associação dos Oficiais Militares Estaduais da Bahia – Força Invicta. As iniciativas partiram de uma demanda dos oficiais da PM depois que o artista desfilou com um figurino que fazia referência à uma facção criminosa.

“A intenção sempre foi homenagear os que trabalham em harmonia para que o Carnaval continue sendo essa festa linda e pacífica. Em todos os momentos pedi paz, respeito e limite. Se alguém vê nisso uma falha, vejo também muito preconceito nessa ação”, defende Kannário, que usou a fantasia com os dizeres “Comando da Paz” em dois dias.

“Será que se fosse um cantor branco, ligado à elite iriam fazer essa mesma associação? Será que se não fosse um representante da favela, teriam essa interpretação? Na verdade, muita gente não engole os votos conquistados por uma pessoa que veio do gueto, e procura desculpas para ir contra o povo”, indaga.

“O Conselho de Ética tem o papel de zelar pelo efetivo respeito dos poderes e dos serviços de relevância pública, assim como pelos direitos assegurados na Constituição. Por isso, confio na competência do órgão para o entendimento de que o ato praticado pelo deputado merece ser combatido juridicamente”, sinaliza Capitão Alden.