Paciente corre risco de morte no Hospital Municipal de Simões Filho à espera de vaga em UTI

Autor: Redação

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SERIE: “Saúde que eu tenho, saúde que eu quero em Simões Filho”


Não ter um hospital totalmente equipado está custando muito caro para a população de Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). O atual prefeito Diógenes Tolentino (MDB) ainda não fez nada para mudar a realidade dos moradores do município que tem a sexta maior arrecadação da Bahia.

Quando um paciente precisa de maiores recursos, eles encaminham para fila da morte – conhecida como Central Estadual de Regulação do Governo do Estado da Bahia – e o município simplesmente se esquiva da responsabilidade e deixa a população sofrendo.

Este é o caso do pedreiro Joílson Santana da Silva, de 42 anos. Ele está internado no Hospital Municipal de Simões Filho entre a vida e a morte. Joílson deu entrada na unidade de saúde no último domingo (12/8) após ter uma Asfixia por vômito. Segundo parentes, o pedreiro teria se engasgado com o próprio vômito enquanto dormia. Joílson é casado e tem dois filhos.

Ele foi encaminhado ao hospital, mas não há suporte para tratar o caso dele na unidade. Há três dias ele aguarda regulação por um leito em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na rede pública de saúde em Salvador.

Um drama não só para o Joílson, como também para a garçonete Jociane Santana da Silva, de 32 anos, irmã dele. Ela conta que já perdeu a mãe no mesmo hospital enfrentando o mesmo problema – a espera por uma UTI. “Meu irmão se encontra enturbado precisado de uma UTI. Estamos esperando regulação e nada até agora – o hospital disse que depende do estado. Eu perdi minha mãe assim por não conseguir uma UTI”, desabafa.

Apesar de a unidade de saúde não ter suporte para atender o caso do irmão, Jociane reconhece o empenho da equipe médica, mas teme que não seja o suficiente para manter o irmão vivo. “Meu irmão está sendo bem atendido e medicado pela equipe medica. Estão dando todo suporte, tantos os médicos, como os enfermeiros assistente social. Nisso não tenho do que me queixar”, avalia.