PIB baiano tem 4º pior resultado do país e cai para 7º lugar na Economia nacional

Autor: Redação

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O PIB (Produto Interno Bruto) da Bahia para o ano de 2017 foi estimado em R$ 268,66 bilhões, dos quais R$ 236,07 bilhões equivalem ao valor adicionado bruto (renda líquida gerada pelas atividades econômicas) e R$ 32,59 bilhões são referentes aos impostos, líquidos de subsídios, sobre produtos.

Com esse resultado, a economia baiana ficou estável entre 2016 e 2017 (0,0%), após ter recuado por dois anos seguidos (-3,4% de 2014 para 2015 e -6,2% de 2015 para 2016).

O resultado do PIB da Bahia foi o quarto pior dentre os estados, melhor apenas que os desempenhos negativos verificados no Rio de Janeiro (-1,6%), Sergipe (-1,1%) e Paraíba (-0,1%).

Entre 2016 e 2017, o PIB brasileiro voltou a crescer (1,3%), após dois anos em queda, com altas em 23 dos 27 estados e destaque para os avanços em Mato Grosso (12,1%), Piauí (7,7%) e Rondônia (5,4%).

Com a estabilidade verificada entre 2016 e 2017, a Bahia, mesmo tendo mantido sua participação de 4,1% no valor do PIB nacional, perdeu posição relativa para Santa Catarina, caindo do 6º para o 7º lugar entre as maiores Economias do país.

Santa Catarina foi um dos estados que aumentaram sua fatia do PIB nacional entre 2016 e 2017 (de 4,1% para 4,2%), ao lado do Pará (de 2,2% para 2,4% do PIB brasileiro, maior aumento de participação), Pernambuco (de 2,7% para 2,8%, único estado do Nordeste a ganhar participação) e Minas Gerais (de 8,7% para 8,8%).

No outro extremo, São Paulo (de 32,5% para 32,2%, historicamente o maior PIB do país), Rio Grande do Sul (de 6,5% para 6,4%), Mato Grosso (de 2,0% para 1,9%) e o Distrito Federal (de 3,8% para 3,7%) perderam participação no PIB nacional entre 2016 e 2017.

Entre 2002 e 2017, PIB da Bahia avançou, em média, 2,2% ao ano, abaixo da média nacional (2,4%) e o 5º menor crescimento entre os estados

Apesar de o desempenho da Economia baiana não ser positivo desde 2015, quando se avalia o período de 2002 a 2017 como um todo, o estado tem um crescimento médio de 2,2% ao ano (a.a.). A taxa baiana, porém, passou a ficar abaixo da média do país, que cresceu a 2,4% ao ano (a.a) nesse período.

O avanço médio anual da Economia da Bahia entre 2012 e 2017 foi também o 5º menor dentre os 27 estados. Mato Grosso (5,1% a.a), Tocantins (5,1% a.a) e Piauí (4,2% a.a) têm os maiores crescimentos anuais médios, enquanto Rio de Janeiro (1,4% a.a), Rio Grande do Sul (1,8% a.a) e Rio Grande do Norte (2,0% a.a) têm as menores médias.

Em 2017, na Bahia, agropecuária teve o melhor desempenho (+7,1%), indústria caiu (-2,9%) e serviços praticamente não variaram (0,2%)

A estabilidade do PIB baiano entre 2016 e 2017 é explicada em grande medida pela compensação entre o crescimento da agropecuária (7,1%) e a queda da indústria (-2,9%), combinada à variação pouca expressiva dos serviços no estado (0,2%).

O bom desempenho da agropecuária em 2017, que gerou um valor adicionado de R$ 15,827 bilhões, deveu-se à agricultura (inclusive apoio à agricultura e à pós-colheita), que cresceu 14,2%, influenciada sobretudo pelo cultivo de soja.

As demais atividades do setor tiveram quedas em volume, frente a 2016. O recuo na pecuária (inclusive apoio à pecuária) (-4,7%) foi devido, sobretudo, à criação de bovinos; já na produção florestal, pesca e aquicultura (-6,4%), a principal influência negativa veio da silvicultura de madeira em tora para celulose.

Apesar de ter crescido 7,1% em volume, agropecuária reduziu ainda mais sua participação, em valor, no PIB baiano, de 7,2% em 2016 para 6,7% em 2017, menor peso da série histórica das Contas Regionais (desde 2002).

A indústria, com um valor adicionado de R$ 52,984 bilhões em 2017, apresentou sua terceira queda anual consecutiva em volume (-2,9%) e também perdeu participação na Economia baiana, saindo de 23,7% em 2016 para 22,4% em 2017.

A indústria de transformação teve queda (-1,9%) devido às reduções no refino de petróleo e na fabricação de máquinas para geração de energia eólica. A construção também recuou (-9,3%), com perda concentrada nas obras de infraestrutura de urbanização e de construção de redes de abastecimento de água e coleta de esgoto.

No sentido contrário, as indústrias extrativas (21,1%) e o setor de eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos e descontaminação (2,5%) cresceram entre 2016 e 2017.

Apesar da pequena variação positiva (0,2%), o setor de serviços gerou um valor adicionado R$ 167,264 bilhões e ganhou ainda mais participação na Economia do estado, de 69,1% em 2016 para 70,9% em 2017, a maior desde o início da série histórica das Contas Regionais, em 2002.

As maiores variações em volume ocorreram em transporte, armazenagem e correio (5,7%), informação e comunicação (4,4%) e alojamento e alimentação (3,4%).

Em contrapartida, houve quedas em administração, defesa, educação e saúde públicas e seguridade social (-0,4%) e atividades profissionais, científicas e técnicas, administrativas e serviços complementares (-4,6%).

PIB per capita baiano é o 7º menor do país e, no Nordeste, fica abaixo dos valores de Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe

Em 2017, o PIB per capita baiano ficou em R$ 17.508,67. É o 7º PIB per capita mais baixo entre os estados e bem menor (-44,8%) que o do país (R$ 31.702,25).

Na região Nordeste, o valor do PIB per capita da Bahia perde para os de Pernambuco (R$ 19.164,52), Rio Grande do Norte (R$ 18.333,19) e Sergipe (R$ 17.789,21).

O maior PIB per capita brasileiro continuou sendo, em 2017, o do Distrito Federal: R$ 80.502,47, cerca de 2,5 vezes maior que o PIB per capita do país. Em seguida, vinham São Paulo (R$ 47.008,77) e Rio de Janeiro (R$ 40.155,76).

Por outro lado, Maranhão (R$ 12.788,75) e Piauí (R$ 14.089,78) seguiram com os menores PIB per capita do Brasil. Desde 2002, quando se iniciou a série das Contas Regionais, esses dois estados alternam-se nas duas últimas posições nesse ranking.