PM suspeita de tentar agredir o comandante é solta em Camaçari; “expediente arquitetado”, diz carta aberta

Autor: Aratu Online

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Do Aratu Online, parceiro do Simões Filho Online

A cabo da Polícia Militar suspeita de tentar agredir seu próprio comandante foi libertada da prisão na manhã desta quinta-feira (19/7). A informação foi confirmada ao Aratu Online, parceiro do Simões Filho Online, pela Associação de Praças (APPM). A entidade, inclusive, divulgou uma nota defendendo a agente, alegando “excepcional comportamento”.

“[…] Nunca houve nada que desabonasse a sua conduta nos 21 anos de serviço e que esta não fez quaisquer declaração. A militar é mãe, filha e esposa, e sua maior preocupação são com estes, pois segue sendo exemplo. Somente as apurações poderão confirmar o que ocorreu, mas, estamos acompanhando a situação desde que tivemos conhecimento e assim seguiremos, para garantir que não ocorram mais qualquer tipo de injustiça”, disse a APPM.

A militar foi presa na última segunda-feira (16/7). Pela versão oficial da PM, ela tentou atacar o comandante da Companhia Independente de Policiamento Rodoviário (CIPRv) de Itabuna, a 435 km de Salvador, major Edson Ferreira de Brito Júnior, durante uma audiência interna para tratar de assuntos referentes ao serviço.

Na audiência de custódia, o juiz concedeu prisão domiciliar. A Associação de Praças revelou ainda que a cabo vai iniciar tratamento psicológico.

A prisão da mulher repercutiu dentro da corporação. Na noite de quarta-feira (18/7), alguns militares saíram em defesa da policial e divulgaram uma carta aberta. A reportagem do Aratu Online, parceiro do Simões Filho Online, preservou o nome da agente e tentou, também, entrevistar o major Brito Júnior. O Departamento de Comunicação da PM, porém, negou.

Confira o texto na íntegra:

No dia 28/11/96, ingressava no CFAP em Governador Mangabeira Bahia a AL SD PM *** para participar do II CFSd PM/96, sendo concluído no dia 17/06/97. Hoje a citada aluna após 21 anos de serviços prestados à sociedade baiana, mesmo com o risco da própria vida, trata-se da CB PM ***, lotada na CIPRV/Itabuna.

Narram os fatos que o Comandante da PRE/Itabuna após discordar de um compartilhamento feito pela policial no Whatsapp, decidiu aplicar-lhe uma punição, movimentando-a da o Pel de Jequié para o posto de Uruçuca que fica a 150Km de distância de seu domicílio familiar.

Sentido-se prejudicada pela distância (a policial é casada e mãe de 4 filhos), resolveu procurar o oficial para tentar desfazer a injustiça, diante da negativa ela procurou outras esferas para resolver seu problema, ferindo assim o orgulho do oficial.

No dia 16/07/18 a CB PM *** atendendo ao chamado do comandante da PRE/Itabuna compareceu àquela unidade, sendo levada para o interior da sala do comandante pelo subcomandante, só Deus e o Sub que se encontrava presente sabem as humilhações que a policial deve ter sofrido, pois é notória a forma desrespeitosa e humilhante que aquele comandante trata seus subordinados, além do mais, se o mesmo quisesse lisura em sua ação não teria apenas requerido a presença do seu subcomandante, o qual lhe deve fidelidade.

Instantes depois e apenas na presença doa dois oficiais a policial casada, mãe de 4 filhos, bacharela em direito, com 21 anos, 7 meses e 18 dias de serviços prestados à Polícia Militar da Bahia transformou-se em uma bandida, através de um expediente vil e covarde supostamente arquitetado.

Quanto a utilização da arma, sabe-se que a policial infringiua legislação, porém a de salientar que os policiais utilizam armas proteger suas vidas e integridade, a policial não possuía arma em sua cautela, fazendo necessária a utilização de uma arma na longa viagem para assumir o serviço, restou demonstrado pela atitude do oficial sua nítida intenção em prejudicar a carreira profissional da CB PM *** com mais de 21 anos de serviços prestados à PM/BA, apenas para satisfazer o ego de um comandante e seu orgulho ferido.

É o anseio de toda a tropa que esta situação repugnante seja amplamente fiscalizada, não podemos aceitar na atualidade esse tipo de manobra arquitetada para prejudicar o subordinado, em especial vindo daqueles que deveriam estar do nosso lado, nós policiais não merecemos conviver com essa ambiguidade de preocupação, já basta nos defendermos contra a criminalidade.