Polícia identifica suspeito de degolar e queimar corpo de compositor

Autor: Simões Filho Online

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Ueslei Silva Sarinho já era investigado pela Polícia Civil e tinha mandado de prisão em aberto. Uma foto dele está sendo divulgada.

O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) já solicitou à Justiça a prisão preventiva do traficante Ueslei Silva Sarinho, de 22 anos, envolvido na morte do compositor Felipe Yves Magalhães Gomes, 21, ocorrida na tarde de segunda-feira (6), em Boca da Mata. O departamento está distribuindo uma foto do acusado.

De acordo com o delegado Guilherme Machado, coordenador da 2ª Delegacia de Homicídios (DH/Central), que está à frente das investigações, a vítima teria ido à localidade da Independência, naquele bairro, visitar uma amiga, quando foi abordado pelos traficantes. Ele disse que era primo de um morador, identificado pelos criminosos como rival, o que motivou o crime.

O corpo de Felipe foi encontrado num matagal, com o pescoço semi degolado e uma lesão no braço esquerdo, provocada por arma de fogo. “Ueslei era alvo nosso, já vinha sendo investigado pelo DHPP e tinha mandado de prisão em aberto”, ressaltou o delegado.

Equipes do DHPP continuam em diligências para localizar e prender o traficante, além de identificar outros envolvidos na morte de Felipe. Quem tiver informações sobre ele, que possam auxiliar nas investigações, poderá encaminhá-las pelo Disque Denúncia, no telefone (071) 3235-0000. Sigilo garantido.

Outra versão do caso
Amigo de infância de Felipe, o técnico em refrigeração Charles Ferreira, 27, contou que o compositor passou o domingo (5), último dia em que foi visto com vida, ensaiando com os amigos. “Ficamos juntos o dia inteiro. Ele ensaiou de 8h até às 14h, depois ficamos na casa da mãe dele. Por volta de 22h, ele recebeu um telefonema e saiu, pensamos que ele tivesse ido para casa, depois disso não tivemos mais notícias”, disse.

Charles também acredita que o amigo tenha sido vítima de uma emboscada. “Ele era muito alegre, brincalhão e querido por todos. Passamos o domingo inteiro rindo, todo mundo feliz. Foi muita maldade o que fizeram com ele, estamos devastados”, pontuou. Segundo o técnico, Felipe não voltou para casa e não atendia mais ao telefone. Já na segunda-feira, pessoas ligadas ao jovem receberam fotos de seu corpo, além de áudios, supostamente gravados pelos assassinos, anunciando o crime.

“Até o meio dia de ontem [segunda-feira], o celular dele chamava. Depois desse horário parou de dar sinal, desligaram. Só soubemos por causa das fotos, foi aí que o irmão dele veio ao IML e reconheceu o corpo”, lembrou a madrinha. Os pertences do músico não foram encontrados pela polícia.