Preço do Petróleo sobe 12% após ataques de drone contra instalações sauditas

O preço do petróleo disparou nos mercados globais neste último domingo (15/9) em reação aos ataques de drones a petrolíferas na Arábia Saudita no sábado (14/9). O barril do petróleo Brent chegou a um pico de US$ 70,98 no mercado futuro, um aumento de 18% em relação ao fechamento de sexta-feira (13/9), mas depois recuou, registrando alta de 12%.

Os ataques provocaram incêndios em Abqaiq, maior instalação de processamento de petróleo no mundo, e em Khurais. Houve uma redução estimada de 5,7 milhões de barris por dia na produção, o equivalente a 6% do abastecimento mundial.

O presidente da estatal saudita Aramco, Amin Naser, declarou que estão sendo realizadas “obras” para restabelecer a produção de petróleo bruto do país. O ministro da Energia, o príncipe Abdulaziz bin Salman, afirmou que a redução será compensada com as reservas. Uma disparada no preço do petróleo pode afetar a economia mundial, já abalada pela guerra comercial entre EUA e China e as sanções da Casa Branca contra o Irã.

Em uma rede social, o presidente Donald Trump afirmou que autorizou o uso de petróleo da Reserva Estratégica dos EUA, em quantidade a ser determinada. Mais tarde, ele escreveu: “Acreditamos saber quem é o culpado [pelos ataques]”, acrescentando que os EUA “estão prontos para reagir, dependendo da confirmação.”

O presidente evitou mencionar o Irã, mas na véspera o secretário de Estado, Mike Pompeo, acusou diretamente o país persa. Segundo Pompeo, não há nenhuma prova de que “o ataque sem precedentes contra o fornecimento mundial de energia” tenha partido do Iêmen —apoiados pelo Irã e há cinco anos em confronto com uma coalizão militar saudita, rebeldes houthis iemenitas reivindicaram a ação.

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