Presos em megaoperação estão envolvidos em grandes assaltos a carros fortes; relembre

Autor: Redação

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Foto: Jorge Cordeiro/divulgação SSP-BA

Uma quadrilha especializada em roubos a carro-forte na modalidade “calçada” – no momento do deslocamento dos malotes – foi desarticulada na manhã desta quarta-feira (21/11), durante a operação ‘Operação Yasaí’. Ao todo, dez pessoas tiveram mandado de prisão cumprido e uma morreu durante confronto. Os mandados de prisão foram cumpridos pelo Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado da Polícia Civil (Draco), em conjunto com polícias Federal e Militar.

Foram capturados Carlos Alberto Sales Bispo, 64 anos, – que já acumulava três passagens pela polícia por roubo qualificado – Wenderson Rodrigues Ramos, 34, Emmanuel Amorim Diger Gonçalves Sobrinho, 43, e Altalice Santos de Jesus, 49.

Segundo a polícia, os acusados presos participaram de assaltos realizados no G. Barbosa do Cabula, ocorrido em fevereiro deste ano, no Shopping Itaigara, em março, no Bompreço do Salvador Norte Shopping em agosto e a uma agência lotérica, em Águas Claras, em setembro.

Já Fabiano de Jesus Ramos, 20, também integrante do bando e com mandado expedido pela Justiça, resistiu e, segundo os policiais da 3ª Companhia Independente da PM (Cajazeira), entrou em confronto no momento do cumprimento da prisão. Um revólver foi apreendido na ação. “Ele aparece armado nas imagens de vigilância que gravaram o assalto a uma Lotérica, em Águas Claras, no final do mês de setembro”, ressaltou o comandante da 3ª CIPM, major Francisco Menezes. Na ocasião, cinco pessoas foram feridas e um comparsa dele morreu em confronto com segurança do carro-forte.

O delegado Marcelo Sansão, diretor do Draco, afirmou que o bando, que aproveitava o momento da transferência dos malotes para roubar os carros-fortes também tem envolvimento em outros delitos contra o patrimônio. “Estamos há mais de dois anos com redução nos índices de assalto a bancos, devido a um trabalho conjunto intenso entre as polícias Civil, Militar e Federal. Notoriamente as quadrilhas estão migrando para a modalidade calçada, mas estamos com o mapeamento dos demais grupos envolvidos nos últimos casos registrados”, afirmou o delegado.