Uso do simulador de direção passa a ser obrigatório na Bahia

Será necessário pagar uma taxa adicional para o simulador de direção, que varia entre R$60 e R$150.

Autor: Simões Filho Online

Publicada em


Foto: Divulgação / Detran MA

Todos os candidatos à primeira carteira de habilitação na categoria B (carros) precisarão passar pelo teste no simulador de direção desde o último dia 1°. O uso obrigatório do equipamento nas autoescolas é uma determinação do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e foi estabelecida pela portaria 2302 do Departamento Estadual de Trânsito da Bahia (Detran-BA).

O candidato que for tirar a primeira habilitação terá que fazer, no mínimo, 25 horas de aula prática. Do total, 20 horas em veículo de aprendizagem, sendo quatro horas no período noturno. As demais cinco horas serão feitas no simulador de direção, sendo uma hora com conteúdo noturno. Quem já tem carteira de motorista e vai adicionar a Categoria B faz 20 horas de aula, sendo cinco horas no simulador.

No simulador, os alunos têm reproduzidas situações como ultrapassagem, mudança de faixa, direção com chuva e manobra em marcha à ré. De acordo com o Contran, numa segunda etapa será obrigatório o uso do simulador para quem dirigir veículos comerciais, caminhão, ônibus e motos.

A autoescola que não preencher os requisitos pode compartilhar o equipamento com outro centro preparatório. Das 344 autoescolas em funcionamento, 313 já contam com o simulador de direção.

Antes da medida, um candidato à primeira habilitação precisava desembolsar cerca de R$1.200 a R$1.500. Com a nova obrigatoriedade, será necessário pagar uma taxa adicional para o simulador de direção, que varia entre R$60 e R$150.

A obrigatoriedade de aulas no simulador de direção veicular foi prevista, inicialmente, pelo Contran, e depois suspensa. Em fevereiro de 2014, donos de autoescolas protestaram nas proximidades do Congresso Nacional contra o uso de simuladores. Eles alegavam que o equipamento custava caro, entre R$ 30 mil e R$ 40 mil, e não traria grandes benefícios aos alunos. Por meio da Resolução 543, de 15 de julho de 2015, a obrigatoriedade foi retomada. À época, o Contran informou que o pedido para a volta da obrigatoriedade partiu dos Detrans de todo o país.