Sem acordo, greve dos Rodoviários pode acontecer em Salvador

Não houve acordo

Autor: Redação

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Quem anda de ônibus na capital baiana deve se preparar. A reunião mediada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) entre trabalhadores rodoviários e empresários, que foi realizada na manhã desta quarta-feira (13), para discutir sobre a campanha salarial, terminou sem acordo.

Com a falta de acordo, a greve da categoria pode acontecer na próxima terça-feira (19). Assembleias vão ser realizadas nesta quinta-feira (14) para decidir sobre a greve. Caso os rodoviários sejam favorável, eles devem paralisar as atividades. A informação foi confirmada pelo presidente do Sindicato, Hélio Ferreira.

Hélio contou que a proposta salarial feita durante a reunião de hoje (13) não agradou. “Não teve nenhum avanço porque eles só querem negociar salário e, mesmo assim, sem oferecer proposta de aumento. Eles se propõe a retirar os itens e só negociar salário. Eu acho que é falta de respeito com os trabalhadores. Mais de 40 dias negociando e nenhuma proposta. A categoria está unida e revoltada. Vamos mobilizar. Provavelmente já vamos aprovar o dia de greve na assembleia”, disse.

De acordo com Ferreira, o sindicato é “simpático” à proposta do MPT. “Existe uma possibilidade de evitar greve até o último minuto, seja o sindicato patronal, ou o prefeito fazer intervenção para as empresas abrirem o caixa e pagar o direito dos funcionários”, apontou.

De acordo com o MPT, os trabalhadores chegaram a aceitar negociar em cima da proposta de acordo apresentada pela Procuradoria, mas o empresariado insiste em negociar somente o índice de correção do salário. Diante do impasse, o MPT afirma que é possível que próximas negociações sejam mediadas pela Secretaria Regional de Trabalho e Emprego (SRTE), que é vinculada ao Ministério do Trabalho e Emprego.

Entenda a proposta
A proposta do MPT-BA prevê ganho real de 2,5% acima da inflação no ano, reajuste no tíquete alimentação para R$ 16, com desconto de 5% desse valor em folha, a título de contrapartida, e redução do valor descontado dos funcionários a título de contrapartida para o plano de saúde, que cairia dos atuais R$27 para R$ 13,50. Também foi proposta a criação de comissão para a implantação do Programa de Participação nos Lucros e Resultados, com prazo de 60 dias. Os rodoviários também querem que seja ampliado o número de mulheres como trabalhadoras rodoviárias.