Saiba qual é o valor do Bolsa Família em junho; saques começam sexta

Autor: Simões Filho Online

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Saiba qual é o valor do Bolsa Família em junho; saques começam sexta
Foto: Bolsa Família

A Caixa Econômica Federal vai começar nesta sexta-feira (14/06) o novo pagamento do Programa Bolsa Família (PBF), referente à folha deste mês de junho de 2019. Mais de 14 milhões de famílias espalhadas por todo o Brasil receberão o benefício, e injetará cerca de R$ 2,6 bilhões na economia do país. Confira as datas de pagamentos do mês de junho abaixo.

13ª do Bolsa Família

É importante lembrar que o 13ª salário do Bolsa Família já está garantido para quem realmente precisa. Segundo o Governo, a ação valoriza as famílias mais pobres do Brasil. O 13ª irá representar R$ 2,5 bilhões a mais na economia de todo o país.

Como Receber o Dinheiro

As festas juninas estão chegando e o pagamento do Bolsa Família acontece um pouco mais cedo – a partir da próxima semana. É isso mesmo, neste mês de junho, o dinheiro será liberado mais cedo conforme datas do calendário abaixo.

Como em todos os meses, o pagamento do benefício segue o calendário escalonado. Para saber o dia em que poderá sacar, o beneficiário deve conferir o Número de Identificação Social (NIS) impresso no cartão do programa. Os que terminam com final 3 podem sacar no terceiro dia do pagamento. Os com final 8, no oitavo dia – e assim por diante.

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CALENDÁRIO DE PAGAMENTO DE JUNHO

Final do NIS 1 – Pagamento em 14/06

Final do NIS 2 – Pagamento em 17/06

Final do NIS 3 – Pagamento em 18/06

Final do NIS 4 – Pagamento em 19/06

Final do NIS 5 – Pagamento em 21/06

Final do NIS 6 – Pagamento em 24/06

Final do NIS 7 – Pagamento em 25/06

Final do NIS 8 – Pagamento em 26/06

Final do NIS 9 – Pagamento em 27/06

Final do NIS 0 – Pagamento em 28/06

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Qual será o Valor?

O valor do benefício varia de de R$ 41 a 372,00, isso porque depende dos tipo de benefício que a família está enquadrada. As famílias em situação de extrema pobreza, por exemplo, podem acumular o benefício “Básico”, o “Variável” e o “Variável Jovem”, até o máximo de R$ 372,00 por mês.

Para o mês de junho, o valor médio desembolsado para cada família deve continuar na casa dos R$ 186,00. Geralmente as famílias usa o auxílio para alimentação, compra roupa, comida, sapato, e, às vezes, um lanche para o filho levar para a escola.

Falta de saque cancela o beneficio

Não deixe de sacar o dinheiro do Bolsa Família, pois o prazo para você receber o dinheiro é de no máximo 90 dias a partir das datas acima. Caso haja ausência de saque ou movimentação, o Governo federal entende que a família não precisa do beneficio e realiza o desligamento automaticamente.

Pente Fino

Confira quais cuidados você precisa ter para não cair no pente-fino do Bolsa Família 2019. Atualmente 14,1 milhões de pessoas fazem parte do programa, mas o governo deve continuar o pente fino para separar o joio do trigo, ou seja, quem precisa e quem não precisa do programa.

Diante desses fatos, separamos uma lista de cuidados que você precisa ter para não cair no pente-fino do Bolsa Família este ano.

Veja logo abaixo os 5 principais motivos que fazer a pessoa cair no pente-fino do Bolsa Família em 2019:

1 – DADOS DESATUALIZADO

É preciso ter muito cuidado com pente-fino, pois todos sabem que as famílias que recebem o Bolsa Família devem sempre atualizar os dados cadastrais. A cada dois anos, é necessário fazer esse procedimento, pois é obrigatório. Então fique atento e não perca esse prazo. A renovação do endereço, escola, renda e novos membros do núcleo familiar é considerado importante pelo MDS.

Geralmente, o beneficiário recebe um aviso sobre a atualização cadastral no extrato do Bolsa Família. Se a atualização cadastral não for realizada dentro do prazo, ele fica com o auxílio financeiro retido e não pode sacar o valor.

E se alguma irregularidade for encontrada na atualização cadastral, a família é imediatamente desligada do programa.

2 – RENDA ACIMA DA FAIXA

O Governo Federal continua fazendo um pente-fino mensal para saber a renda de cada beneficiário do Bolsa Família. A identificação só é possível porque o MDS conta com seis bases do governo federal para cruzamento de dados: Relação Anual de Informações Sociais (Rais), Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), Sistema de Controle de Óbitos (Sisobi), Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Sistema Integrado de Administração de Recursos Humanos (Siape) e Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ).

Essa é justamente a verificação que permite descobrir quais famílias recebem renda acima da declarada e continuam inscritas no programa social. Algumas famílias estão tendo corte de beneficio porque apresentam renda acima do valor permitido, pois só é permitido famílias com renda per capita mensal de até R$500,00. Os cancelamentos por motivo de renda foram mais frequentes nas regiões Sul e Sudeste o país.

3 – INFORMAÇÕES ERRADAS

O pente-fino do Bolsa Família, as vezes acaba pegando muita gente injustamente. E para não se tornar mais uma vítima, é muito importante deixar as informações cadastradas no CadÚnico corretas. Qualquer mudança na condição familiar também precisa ser informada, inclusive a troca da criança de escola.

Se o seu Bolsa Família foi cortado, não fique desesperado. Procure a Secretaria de Desenvolvimento Social ou o Cras de sua cidade e verifique a situação do benefício. Em muitos casos, é possível reverter a situação e voltar a receber o dinheiro, após a correção dos dados.

4 – NÃO FAZER O SAQUE DO DINHEIRO

Não deixe de sacar o dinheiro do Bolsa Família, pois o prazo para você receber o dinheiro é de no máximo 90 dias. Caso haja ausência de saque ou movimentação de conta por mais de seis meses, o Governo federal entende que a família não precisa do beneficio e realiza o desligamento automaticamente.

5 – FILHOS NA ESCOLA

A falta da frequência escolar de crianças e adolescentes beneficiados pelo Programa Bolsa Família também pode ser um motivo para cancelamento. Pois a frequência escolar é uma das condicionalidades do programa.

Todos sabem que a frequência escolar mensal é um compromisso assumido pelas famílias ao ingressarem no programa do governo federal – o mínimo é de 85% para crianças e jovens de 6 a 15 anos e de 75% para os beneficiários de 16 e 17 anos. Redes municipais e estaduais de educação, coordenadas pelos ministérios da Educação e da Cidadania, monitoram a assiduidade dos beneficiários em idade escolar. Dos mais de 12 milhões de alunos acompanhados, 95% cumpriram a condicionalidade de educação.

O Governo entende que o acesso a serviços educacionais e de saúde é o caminho para melhorar a vida de crianças e jovens carentes das famílias que fazem parte do Bolsa Família. Portanto, quem não segue esta regra está sujeito a perder o benefício.

Para maiores informações acesse o site do governo.