Saiba quantas pessoas vivem com AIDS em Simões Filho – Maioria é jovem e solteiro

Saiba onde fazer o teste em Simões Filho. Saiba onde fazer o tratamento em Simões Filho. Saiba tudo sobre a AIDS no município.

Autor: Simões Filho Online

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Dados divulgados pelo Ministério da Saúde, informou que no Brasil tem 827 mil vivendo com HIV/AIDS e 112 mil não sabem que estão infectados.

Atualmente, não existe mais diferença entre pessoas que fazem parte de um grupo de risco para contaminação pela Síndrome da Imunodeficiência Adquirida – AIDS. O que existe é uma classificação de um comportamento de risco, praticado por qualquer pessoa que tenha relação sexual sem o uso de preservativos, ou que fazem compartilhamento de seringas e agulhas, ou reutilize objetos perfurantes ou cortantes com a presença de sangue ou fluídos contaminados pelo HIV. O carnaval que está as portas tem um ambiente muito propício para propagar a Doença. Pois não dá pra adivinhar quem tem AIDS.

Todos sabem que a AIDS não ataca só a saúde, ataca o lado social, emocional e até financeiro das pessoas. Por este motivo, o Simões Filho Online buscou dados exclusivos da cidade de Simões Filho, sobre essa doença que assusta e mata. Nesta reportagem, você vai ficar sabendo a quantidade de pessoas que já tiveram AIDS em Simões Filho e quantos pacientes se tratam atualmente no município. Também vamos revelar para você quantos pacientes já morreram com a doença em Simões Filho e onde a população pode fazer o teste rápido, alem de informações sobre o local de tratamento na cidade.

Pessoas tratando AIDS em Simões Filho

Apesar de não ter cura, a doença é tratável. Em Simões Filho, o Ministério da Saúde revela que 237 pessoas já contraíram HIV/Aids no município, nos últimos 30 anos. Destes, 98 foram femininos e 139 masculinos.

Atualmente, de acordo com dados da Vigilância e Proteção à Saúde de Simões Filho, a cidade tem 85 pacientes realizando tratamento contra o HIV/AIDS, sendo que 44 são do sexo feminino e 43 masculino.

Vale informar que o número de pessoas com HIV/AIDS em Simões Filho pode ser bem maior, pois alguns moradores de Simões Filho, procuram tratamento em Salvador pelo medo de alguém descobrir que tem a doença, sendo assim, são contabilizados para capital, que já tem mais 14 mil casos notificados nos últimos 30 anos, segundo o Ministério da Saúde.

Ainda segundo a Vigilância e Proteção à Saúde de Simões Filho, 65.8% do casos no município ocorrem em pacientes com idade entre 18  e 39 anos. Entre as pessoas que fazem o tratamento, estão dois idosos, um de 64 anos e outro de 84.

Conforme o órgão municipal, 69.4% dos pacientes que estão realizando tratamento em Simões Filho são solteiros(as) e 27% são casados(as). Os dados municipais também revelam que 50.5% dos portadores da doença tem nível médio completo e 43.5% possui nível fundamental. Não há registro de pessoas com nível superior com a doença.

Óbitos em Simões Filho

Os números do Ministério da Saúde mostram que 94 pessoas morreram por causa do HIV/AIDS nos últimos 20 anos em Simões Filho. No Município, a taxa de incidência, em 2013, era de 15,4 casos a cada 100 mil habitantes, e a mortalidade, em 2014, 8,4 óbitos a cada 100 mil habitantes.

Onde fazer o teste em Simões Filho?

Pacientes que passem por situação de risco deve buscar fazer o teste rápido. É importante verificar se a última situação de risco para infecção ocorreu há pelo menos 30 dias, para não haver chance do resultado ser um falso negativo.

Em Simões Filho, o teste rápido para HIV/AIDS pode ser feito nas Unidades Básicas de Saúde ou no Serviço de Atendimento Especializado em DST/AIDS (SAE), que fica no anexo do Hospital. O exame que detecta o vírus HIV é bem simples, rápido e pode ser feito por qualquer pessoa. Porém muitas pessoas ainda convivem com medo do resultado.

O teste deu positivo. E agora?

Os resultados positivos para HIV em Simões Filho já são encaminhados para orientação, acompanhamento e tratamento no Serviço de Atendimento Especializado em DST/AIDS (SAE), a qual tem uma equipe multidisciplinar de Gerente, Infectologista, Enfermeiras, Assistente Social, Técnico de Enfermagem, Técnico de Laboratório/Farmacêutica).

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Esperança de vida para quem tem Aids é de 55 anos

O relatório do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) mostrou ao mundo uma série de dados animadores. Um deles é o aumento da expectativa de vida para o paciente diagnosticado com Aids. De acordo com o relatório, uma pessoa que era identificada com a doença aos 20 anos de idade teria, entre 1995 e 1996, a expectativa de viver apenas mais oito anos. Atualmente a expectativa de vida desse mesmo paciente diagnosticado aos 20 anos é de mais 55 anos de vida.

Quais são os sintomas?

Considerando o fato de que o vírus da aids tem um período de incubação lenta, o que significa que, você pode estar infectado sem saber, quando o vírus não infectou as células, sangue e sistema nervoso. Enquanto ainda não se manifestou, a aids pode ser uma doença complexa. Não se caracteriza por só um sintoma, mas pela conjunção de alguns sintomas. Além disso, a aids também não se manifesta apenas de uma forma para todas as pessoas o que deixa a sua identificação mais difícil. Entretanto a maioria dos sintomas iniciais são parecidos, não só entre os casos de HIV mas também entre uma série de doenças como: febre, calafrios, dor de cabeça e garganta, manchas na pele, dores musculares localizadas ou não, inchaços no pescoço, em baixo do braço e virilha que parecem não querer ir embora. Equivalente a progressão dessa doença novas doenças começam a surgir, desta vez, as chamadas “doenças oportunistas” como: tuberculose, pneumonia, candidíase, alguns tipos de câncer e infecções no sistema nervoso.

Quem pode se contagiar?

  • Qual quer pessoa que tenha relação sexual sem o uso de preservativos com parceiros infectados, independente do sexo, opção sexual ou quantidade de pessoas com quem tem relações, seja por via (anal, oral, vaginal), se está sem preservativo, está sujeito.
  • Pessoas que trabalham ou utilizam serviços de estética (manicures, barbearias) e artes corporais (tatuagens, piercings) em locais que não esterilizem os seus equipamentos.
  • Usuários de drogas injetáveis que dividam suas seringas com seus parceiros.
  • Pacientes de transfusão de sangue cujas clínicas responsáveis não sigam devidamente as normas de biossegurança.
  • Durante a gravidez, através do parto, durante a gravidez ou amamentação, mas isso somente em caso de mãe contaminada.

Desta forma qualquer pessoa, independente da classe social, sexo, opção sexual e profissão podem se contagiar.

Prevenção

Vale informar que para a prevenção, a camisinha é o método mais eficaz, protegendo também contra outras Doenças Sexualmente Transmissíveis.