Saúde de Simões Filho em colapso; Prefeito assinou contrato de quase 21 milhões com cooperativa

Dinha terceirizou o serviço e o que era ruim piorou ainda mais.

Autor: Redação

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SERIE: “Saúde que eu tenho, saúde que eu quero em Simões Filho”

 


Falta estrutura, muitos equipamentos quebrados e a ausencia de alguns tipos de medicamentos e insumos, alem da dificuldade em marcação de consultas e exames. Essa é a situação das unidades de saúde do município de Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador (RMS).

Durante o ano de 2017 a população viu o que já era ruim ficar pior. A precarização dos serviços foi uma forma que a gestão municipal encontrou para privatizar o que é público. Piorou-se tanto o atendimento à população simõesfilhense que, após um tempo, sugeriram como a única solução para os problemas, que a própria gestão criou, a terceirização, ou seja, uma empresa para gerir os Postos de Saúde e a Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Este foi o caminho que o Prefeito Diógenes Tolentino – Dinha (MDB) escolheu seguir: não abre concurso público, não repõe servidores que se aposentaram, pediram exoneração ou faleceram. Como se não bastasse o caos, o gestor terceirizou a saúde do município assinado um contrato milionário com a Cooperativa Conectar.

Em abril deste ano, a Cooperativa Conectar venceu a licitação na Modalidade Pregão Presencial Nº 009/2018, e a atualmente administra 14 postos de Saúde do município, alem da  UPA do Cia. O valor do contrato é R$ 20.988.000,00 (vinte milhões novecentos e oitenta e oito mil reais).

Quase 21 milhões

OS FUNCIONÁRIOS

A terceirização da saúde não só agravou a situação de quem procura atendimento médico no município, mas também prejudicou funcionários que trabalham nas unidades. Essas falhas que fazem parte da rotina da saúde de Simões Filho vêm expondo os funcionários a condições precárias e até humilhantes de trabalho, comprometendo gravemente a qualidade da assistência prestada à população.

Eles contam que alem do baixou salário recebido, a cooperativa cobra uma taxa de R$ 20 reais de cada trabalhador. Os denunciantes também revelaram que exercem as atividades sem direito a décimo e férias remunerada. “Essa cooperativa que administra os postos e a UPA desconta R$ 20 reais de todos os funcionários. Isso é um absurdo. Não temos direito a férias remunerada e muito menos décimo, alem disso atrasa salários”, denuncia.

A POPULAÇÃO

Quem mais sofre com o caos da saúde são os pacientes que procuram as unidades. No Posto do KM 30, por exemplo, a  principal reclamação é a dificuldade para marcação de consultas e exames. “A situação aqui tá precária e muito descaso”, pontua Andreia de Jesus.

Quem procura por atendimento odontológico nos postos também tem sofrido na pele com o descaso. Nas maioria das unidades de saúde estão faltando materiais odontológico. “Em Mapele não tem material odontológico no posto. Tá difícil a situação”, disse uma funcionária que prefere não se identificar.

Não só o atendimento tem sido um desafio para usuários do Sistema Publico de Saúde do município. A falta de medicamentos na farmácia básica também tem sido um grande problema e será o tema da próxima reportagem da Serie: “Saúde que eu tenho, saúde que eu quero em Simões Filho”.

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