Saúde pública em Simões Filho vive o seu pior momento; população pena por atendimento no hospital e UBSs

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Autor: Redação

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Um verdadeiro caos está instaurado na saúde pública de Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). Nunca se ouviu, na história da cidade, tanta reclamação e indignação por conta do péssimo atendimento que vem sendo prestado no Hospital Municipal (HMSF) e nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).

Na manhã da última segunda-feira (04/02), um grupo de manifestantes fechou a Avenida Elmo Serejo Farias, nas imediações do Cemitério São Miguel, a fim de protestar em favor de dezenas de pacientes internados no HMSF sem condições de atendimento.

Eles cobraram mais agilidade para transferir os pacientes que estão na unidade de saúde e precisam urgentemente de regulação para Unidades de Terapia Intensiva, procedimentos cirúrgicos ou até mesmo para realização de exames, já que o município não dispõe das mínimas condições de assistência para pacientes considerados graves.

E as reivindicações não se restringem apenas à Central de regulação não. Muitos pacientes se queixam da dificuldade em marcar consultas com especialistas nas UBS ou no próprio “Anexo”, onde funciona o ambulatório de especialidades e a Secretaria de Saúde.

Outro tipo de reclamação que diariamente chega aos veículos de comunicação locais é com relação à falta de médicos ou demora excessiva no atendimento da emergência do HMSF. Em contato com a redação do SIMÕES FILHO ONLINE, por exemplo, a paciente Flavia Santos contou a sua pavorosa experiência.

“Eu estava sentido fortes dores abdominais, mas ao chegar no hospital as 03:40h da madrugada ainda esperei em torno de uma hora  e o médico não apareceu. Quando eu já não aguentava mais de tanta dor comecei a gritar pelo médico e o mesmo se apresentou com a cara toda inchada, pois estava dormindo”, disse ela.

Flavia comentou que chegou a indagar o profissional de saúde sobre a demora em atendê-la, mas a resposta dada pelo médico além de não ser satisfatória, ainda a deixou mais indignada com a situação.

“Quando eu questionei se ele estava dormindo, ele informou que estava em horário de descanso. Horário de descanso sem médico substituto? Como é isso? Paciente doente espera médico descansar?”, questionou ela.

Assim como Flávia, todos os dias pessoas sofrem humilhação para serem atendidas em Simões Filho, como se a saúde pública não fosse direito de todo cidadão. O mesmo cidadão que paga seus impostos e colabora diariamente com o desenvolvimento econômico da cidade que está entre as 7 mais ricas do estado. Para onde está indo esse dinheiro?

PESQUISA DO CFM

O mais recente levantamento divulgado no dia 21 de janeiro, pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), apontou que a cidade de Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), diminuiu o investimento na saúde. Segundo o cálculo feito, a partir de dados oficiais, pelo Conselho Federal de Medicina, durante todo o ano de 2017, o gasto anual por habitante com saúde no município foi de R$ 418,25, o que coloca a cidade entre os municípios que menos investe na saúde da população.

O levantamento ainda comparou o investimento que foi realizado em anos anteriores. Os números mostram que em 2017, o Prefeito Diógenes Tolentino – Dinha (MDB) diminuiu o investimento na saúde da população. O investimento feito no ano de 2017, foi inferior aos investimentos realizados em 2013, 2014, 2015 e 2016, conforme a tabela abaixo divulgada pelo CFM. [Veja detalhes do levantamento aqui]