Sem Dipirona e Profenid no Hospital de Simões Filho, mãe é orientada a voltar pra casa com seu filho de 5 anos, diz família

Autor: Redação

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Que a saúde pública em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), está um caos não é segredo pra ninguém. Falta de materiais básicos como medicamentos indispensáveis, número insuficiente de profissionais para atender, dificuldade para marcar consultas e exames em toda a rede do município. Isso é apenas parte do caos constatado e vivenciado diariamente pela população da cidade que tem a 7ª economia da Bahia.

Willian tem apenas 5 anos e saiu sem ser medicado

A dona de casa Adriana Santos, de 37 anos, teve que levar o filho, Willian Pietro dos Santos, de apenas 5 anos, à Emergência do Hospital Municipal de Simões Filho (HMSF), localizado na Avenida Washington Luis, no Centro da cidade.

A criança, que estava com febre e apresentando sinais de cansaço, chegou a unidade de saúde por volta da meia-noite deste sábado (16/02), passou pela triagem, e só foi atendida por um médico já por volta das 3 horas da madrugada. Mas a pior notícia ainda estava por vir. Quando estava na sala de medicação por volta das 4 horas, a enfermeira informou que não tinha Dipirona e Profenid – e que por isso o filho de Adriana não seria medicado. É isso mesmo, não tinha Dipirona e Profenid, e a mãe foi orientada a levar o filho para casa e comprar os medicamentos em uma farmácia assim que o dia amanhecer.

“Quando eu entrei na sala de medicação, a menina disse que no momento não tinha esses dois remédios no hospital. A médica mandou eu vim para casa esperar amanhecer o dia para eu ir a farmácia e comprar esses dois medicamentos para dar ao meu filho”, disse Adriana ao SIMÕES FILHO ONLINE.

“Não tinha Dipirona, não tinha remédio pra cansaço, não tinha remédio pra nada, estava zerado lá. Eu peguei meu filho, vim para casa e tive que comprar os remédios para ele. É muito descaso e humilhação”, completou.

Para a dona de casa a situação é vergonhosa, segundo ela, voltar para casa com o filho do mesmo jeito – debilitado – é muito revoltante e mostra a que ponto chegou o Hospital Municipal de Simões Filho. “Um absurdo! As enfermeiras falaram que está em falta dos remédios lá dentro. Isso é horrível, que saúde é essa pelo amor de Deus?”, questionou Adriana.

RESPOSTAS

A Assessoria de Comunicação do Hospital Municipal de Simões Filho (HMSF) foi procurada para falar sobre o caso, mas até às 22:10h deste sábado (16/02) não havia se manifestado oficialmente sobre caso, no entanto, através de uma ligação telefônica e em uma clara tentativa de coibir a publicação da matéria, a assessora da unidade hospitalar desmentiu a denúncia da mãe do paciente e ameaçou entrar com recurso jurídico contra o SIMÕES FILHO ONLINE. Ainda durante a ligação, a assessora se comprometeu, inclusive, a enviar uma nota em até uma hora, ou seja, até as 21:00 – para esclarecer o ocorrido, o que não aconteceu até a publicação desta reportagem.

A Assessoria de Comunicação da Prefeitura Municipal de Simões Filho também foi contactada. A reportagem aguarda um retorno com um posicionamento sobre o ocorrido.