SIMÕES FILHO: Carro em movimento é atingido por mais de dez tiros durante ataque a banco

O motorista viveu momentos de pânico e terror em Simões Filho

Autor: Redação

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(Foto: Alan Oliveira/ G1)

Durante explosão a agência do Banco do Brasil na madrugada de terça-feira (01/4) em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador (RMS),o veículo de modelo Colbat conduzido por Paulo Robson, 32 anos, que passou pela barreira feita pelos bandidos durante a ação na agência bancaria, foi alvejado diversas vezes por disparos efetuados pelos criminosos. O motorista viveu momentos de pânico e terror.

(Foto: Alan Tiago Alves/ G1)

O motorista que presta serviço a uma empresa próximo ao Banco explodido, contou que estava indo buscar uma funcionária e quando se deu conta já estava no bloqueio, ele afirmou ainda, não ter visto ninguém e por isso seguiu dirigindo embora tenha ficado bastante nervoso na hora.

O veículo foi atingido por mais de dez tiros, que acertaram o para-brisa, portas, faróis, parte dianteira do automóvel, dentre outras. O carro, que não teve problemas mecânicos com os disparos, foi levado para a Delegacia de Simões Filho, onde o caso foi registrado, e vai ser periciado no Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Salvador.  O condutor do veículo que estava sozinho, saiu ileso.

Já o motorista do Caminhão que trafegava próximo ao local no momento da ação dos suspeitos, não teve a mesma sorte.  Arquimedes de Oliveira Paz, 42 anos, viveu momentos terríveis, quando foi feito refém por cerca de uma hora e meia, pelo bando que explodiu o banco e o obrigou a atravessar a carreta na pista para impedir a passagem da Polícia, e em seguida atearam fogo no veículo avaliado em e R$ 85 mil.

A pesar do susto o motorista está bem e registrou queixa na 22ª Delegacia Territorial, que também investiga a explosão ocorrida na agência bancária.

O CRIME

Mais de 10 bandidos fortemente armados invadiram e explodiram a agência do Banco do Brasil localizada na Via Periférica, região das fábricas, no Centro Industrial de Aratu (CIA).

A ação dos criminosos teria sido rápida, e ocorrido de forma bastante violenta. Além de explodirem a agência, eles efetuaram diversos disparos no local, inclusive, “tiros de fuzis”, o que deixou trabalhadores de algumas empresas assustados. Quem viu a cena conta que os bandidos teriam queimado quatro veículos em vias que dão acesso ao banco  e espalharam “miguelitos”, espécie de cruz formada por pregos, para impedir que outros carros circulassem no local, e assim impedir a chegada rápida da Polícia Militar e facilitar a fuga dos suspeitos.

Por causa do horário, era menor o número de veículos que circulavam pelo CIA. Alguns que passaram pelo local, no entanto, se assustaram e tentaram deixar aquele ponto da região das fábricas.

Ainda conforme as testemunhas, no momento da fuga, os criminosos se depararam com uma patrulha de policiais militares da 22ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM), que faziam uma ronda próximo ao local onde crime aconteceu. Os ladrões atiraram diversas vezes e  a equipe da PM teve que recuar.

Foi solicitado reforço e as guarnições do Peto, 81ª CIPM, CIPE/POLO, Rondesp RMS, Rondesp BTS e COE da Polícia Civil foram acionadas para realização de cerco e bloqueio. Quando o reforço chegou ao local, os autores já estavam em fuga e, apesar de rastreamento, até o momento não foram localizados. Nenhum policial foi atingido. Também não há informações de pessoas feridas, apesar da truculência dos criminosos.

Em nota, a assessoria de comunicação da 22ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM/Simões Filho) confirma a veracidade do fato e informa que, os agentes da PM, ao tentar se aproximar dos bandidos, foram recebidos com disparos de arma de fogo de grosso calibre, do tipo fuzil, calibre 12, dentre outras armas. “Na ação os meliantes fecharam as principais entradas do banco com miguelitos, carros queimados, e barricadas, o que dificultou a aproximação dos policiais”, informou o Tenente Bastos.

O banco ficou completamente destruído: vidros estilhaçados, mobiliário bastante danificado e parte do teto da área interna caiu. Por conta disso, o Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), foi acionado, e o esquadrão antibomba desarmou alguns resquícios de explosivo.

O bando não conseguiu levar o dinheiro dos caixas eletrônicos, nem do cofre da agência.

Agencia ficou bastante destruida