Simões Filho: O sofrimento da população para marcar consultas e exames é retratado com o drama de uma paciente

Autor: Redação

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Foto: Simões Filho Online

A Prefeitura Municipal de Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), tem destacado nas propaganda diversos avanços na área de saúde. As informações divulgadas são boas e estampa logo de cara que “A saúde do município está avançando”: nova sala de estabilização com 4 leitos para pacientes graves, novos postos em construção, parceria com Odonto Sesc e muito mais. O município também anuncia que o atendimento é de excelência e é possível fazer exames, além de consultas médicas.

A realidade de quem depende do serviço, no entanto, é bem diferente. Pacientes de todas as partes da cidade apontam várias falhas, entre elas a demora (de até seis meses) para conseguir uma consulta médica com especialistas, o cancelamento de exames por causa de aparelhos quebrados e o atendimento precário das unidades de saúde. Resumindo, marcar uma consulta médica ou mesmo fazer um simples exame, situações normais do cotidiano de cada pessoa, são para a população, um verdadeiro teste de dor e sofrimento.

As deficiências da saúde no município são conhecidas de perto, por exemplo, por moradores das comunidades de Aratu e Ilha de São João, como a cuidadora de idosos, Erisnaide Liberata Santos da Silva, de 38 anos. Com um grave problema no joelho, ela espera há mais de três meses para passar por um especialista. Ansiosa, conta que já se cansou de ir até a Secretaria Municipal de Saúde pedir ajuda. Com os exames de Ressonância Magnética prontos desde novembro de 2018, Erisnaide teme que eles percam a validade.

Erisnaide Liberata Santos da Silva

— Se eu andar dói muito – fica muito inchado – eu vivo a base de remédios. Se eu não conseguir um acompanhamento médico, com certeza o problema do meu joelho vai se agravar. Já parei até de trabalhar, pois não estou aguentando mais de tanta dor.

O drama dela já foi repercutido por meio de uma reportagem produzida pelo SIMÕES FILHO ONLINE, no inicio do mês de outubro de 2018. Na ocasião, a cuidadora de idosos peregrinava na Secretaria de Saúde do Município tentando marcar apenas uma Ressonância Magnética do joelho, e pasmem, ela só conseguiu realizar o procedimento, porque um leitor do site providenciou o exame em Salvador. Agora que ela conseguiu o diagnostico, também não consegue marcar um simples retorno de consulta na rede municipal de saúde.

—  Fui ao anexo e me mandaram voltar para casa. Já tem um tempo que estou tentando marcar o retorno, mais não consigo, pois as vagas são mínimas. Tenho medo de perder o prazo de validade do exame.

Além de todo esse sofrimento para marcar exame e consulta, a cuidadora de idosos conta que ela tentou por diversas vezes fazer fisioterapia no Marta Alencar, mas mesmo com a autorização médica, não conseguiu. Segundo ela, o problema poderia ser amenizado com o tratamento.

Assim como dona Erisnaide, milhares de simõesfilhenses sofrem em busca de atendimento nas unidades de saúde. Elizangela Nunes foi uma delas. A moradora do bairro Simões Filho 1 contou ao SIMÕES FILHO ONLINE que se ficasse aguardando pelo sistema público de saúde do município teria morrido. Ela só conseguiu as consultas e os exames médicos que necessitava para tratar a sua doença em Salvador, e hoje, está bem. “Se minha família deixasse eu esperando pelo município eu estava ferrada. Acho que eu não estaria aqui para contar isso pra vocês”.

A prefeitura

O SIMÕES FILHO ONLINE entrou em contato com a assessoria de comunicação da Prefeitura Municipal de Simões Filho e solicitou um posicionamento sobre o caso de Erisnaide. Até a publicação desta matéria nenhum comunicado foi respondido. A reportagem aguarda um retorno do órgão municipal.

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