Simões Filho: Opiniões políticas divergentes geram conflitos em grupo de WhatsApp

Autor: Redação

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Foto: Reprodução Internet

Discussões sobre política nas redes sociais, especialmente a respeito das eleições, têm causado consequências diretas na vida real de muitas pessoas em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). Conflitos, discussões regadas a ódio e agressões verbais tem dissipado amizades e famílias. O que tem acontecido, agora com mais intensidade, tanto nas redes sociais – Facebook e Instagram, assim como nos grupos de WhatsApp é a intolerância as opiniões que se divergem. As pessoas estão brigando, discutindo e desfazendo laços de amizade, profissionais ou até familiares por causa de opiniões políticas divergentes.

Observamos diariamente amigos de infância  brigando, excluindo um ao outro do convívio pela internet e, nos casos mais graves, até da relação pessoal. E não é só entre amigos que a coisa está ficando complicada: o ambiente familiar também está se estremecendo em algumas situações. Segundo o Safernet, em relação ao mesmo período do ano anterior, o número de denúncias sobre crimes de ódio na internet mais que triplicou nos dias próximos da votação.

Morte por motivação política

Um homem foi morto com 12 facadas nas costas, em um bar no Engenheiro Velho de Brotas, em Salvador, na madrugada desta segunda-feira. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado da Bahia (SSP-BA), o mestre de capoeira Romualdo Rosário da Costa, de 63 anos, conhecido como Moa do Katende, foi atacado após uma discussão política.

O autor do crime, identificado como Paulo Sérgio Ferreira de Santana, de 36 anos, foi preso em flagrante pela Polícia Militar. A confusão teria começado por volta das 2h40 da segunda-feira (8), após um homem gritar palavras de apoio ao candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL). O mestre de capoeira teria respondido que, ali, as pessoas preferiam o Partido dos Trabalhadores (PT).