SIMÕES FILHO: Polícia Civil quer ouvir testemunhas para concluir inquérito da morte de Ana Melia

Autor: Redação

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A Polícia Civil pede ajuda das testemunhas para concluir o inquérito que investiga a morte da manicure Ana Melia Bispo dos Santos, conhecida como “mel”, de 36 anos. Ela morreu após ter sido espancada a socos e pontapés em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). O acusado de cometer o crime é o encanador Ivan Santos de Jesus, de 32 anos, que já está preso na sede da 22ª Delegacia Territorial da cidade.

De acordo com Henrique Lustosa, delegado que investiga o caso, já foram ouvidas as testemunhas familiares da vitima, e o acusado em termo de interrogatório, contudo, resta ouvir quatro pessoas que presenciaram o crime, todas da comunidade onde a vítima e o acusado moravam.

“Os moradores do bairro que viram os fatos, pode comparecer ao plantão, para ajudar a concretizar a finalização do inquérito, pois as demais agressões foi na rua da linha, em um Beco”, aponta o delegado.

“Ajude e acredite no trabalho da policia, não dificultando, se esquivando ao apoio a família e realizar com seu testemunho a verdadeira Justiça, ao invés de ficar em redes sociais, protestando ou se escondendo, pois, a autoridade policial poderia além de intimar, conduzir coercitivamente até a delegacia. Trata-se de um crime feminicídio, e a Sociedade não deve se esconder apenas em rede sociais”, acrescenta.

O CRIME

Segundo a polícia, Ivan matou a manicure Ana Melia a golpes de socos e pontapés. A agressão que resultou na morte da vítima ocorreu no dia 20 de maio. A mulher chegou a ser socorrida e ficou internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital do Subúrbio, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no último sábado (26/5), seis dias depois do crime. Ela teve traumatismo craniano, coágulos no cérebro e estava internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Ivan vai responder por feminicídio, que é o assassinato contra a mulher motivado por menosprezo, discriminação ligada ao gênero ou por razões de violência doméstica. A lei foi sancionada em 2015 e transformou esse tipo de assassinato em crime hediondo, mas o endurecimento não representou a redução das ocorrências.

É importante frisar que o feminício tem a pena aumentada em 1/3 ou metade acrescentada na pena original, em alguns casos específicos.