Simões Filho: Vai e vem de secretários mostra ingerência administrativa e crise enfrentada pela gestão do prefeito Dinha

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Autor: Redação

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Desde que assumiu a gestão municipal de Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), o prefeito Diógenes Tolentino tem feito diversas mudanças entre os funcionários do seu primeiro escalão, mas que necessariamente não tem surtido efeito positivo em sua administração.

Um levantamento rápido do SIMÕES FILHO ONLINE mostra que pelo menos 8 mudanças foram efetivadas nos cargos de chefia da Prefeitura Municipal, sem contar em superintendências e outros cargos comissionados com salários relativamente altos.

Entre as mudanças estão os que foram afastados para trabalhar na campanha da deputada estadual Kátia Oliveira, como é o caso do ex-secretário de Infraestrutura Alan Lima e do vice-prefeito Sid Serra a frente da Secretaria de Cultura.

Também tem aqueles que “não mostraram para o que vieram” e precisaram ser substituídos, como a ex-secretária de Desenvolvimento Social, Tatiane Barbosa, substituída pela então secretária Andrea Silva e o chefe da pasta de Educação, Manoelito Damasceno, trocado pelo atual secretário, Sr. Reginaldo, como também Uilton Ramos e Capitão Bartolomeu, que só mudaram de lugar.

Ainda tem aqueles que pediram exoneração, como é o caso do ex-chefe da pasta de Desenvolvimento Econômico, Nilton Novaes e o mais recente, Dr. Maria Betânia, secretária de Saúde.

Como pode ser visto, as idas e vindas são muitas. Pelo que parece, Dinha ainda não conseguiu se encontrar em sua gestão e uma ingerência administrativa tem se refletido nos quatro cantos da cidade, nas críticas constantes proferidas pela população e no caos que se instaurou no município.

Há quem diga que o problema não está no secretariado do prefeito Dinha e sim no próprio gestor, que embora esteja se esforçando para acertar, acabou adotando um modelo engessado de administrar, fechando os ouvidos para os indicadores de que o município está saindo dos trilhos.

Fato é que, enquanto o alcaide não se encontra em sua própria gestão, a população sofre os respingos de uma administração que está a beira da falência, com graves problemas nos setores primordiais como saúde, educação e infraestrutura.

Caso Dinha não consiga achar o rumo certo para o seu progresso, se tornará, quem sabe prefeito de um mandato só e, o tão sonhado desejo de mudança voltará ao comparativo de “velha política”, “falsas promessas” e “barco furado”.