Simões Filho vive caos na saúde pública; O que era ruim ficou muito pior

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Autor: Redação

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Secretaria Municipal de Saúde. (Foto: Simões Filho Online)

O que era ruim ficou muito pior. A saúde de Simões Filho vive um verdadeiro caos. Com um ano e sete meses de gestão do prefeito Diógenes Tolentino – Dinha (MDB), o que podemos constatar é a maioria dos serviços públicos entraram em colapso e o mais dramático é a saúde.

É um drama ainda maior para o povo pobre da periferia que realmente precisa do serviço e tem que enfrentar superlotação nos postos de saúde, carência de insumos, dificuldade para marcação de consultas básicas, demora para marcação de exames e cirurgias, alem da falta de medicamentos que tem preocupado os pacientes que são dependentes da farmácia e dos postos de saúde da rede pública de Simões Filho. Sem contar que quase todos os dias, os usuários de saúde são pegos de surpresa com a suspensão de serviços e baixa oferta de vagas.

“A população tá morrendo sem saúde. Porque quem podia tomar uma atitude tá preocupado em eleger a primeira-dama. Nenhum Posto de Saúde tem remédios para os hipertensos”, denuncia Creusa Reis Ferreira.

Muitos relatos comprovam que a saúde em Simões Filho vai de mal a pior. Quem bem sabe disso é Erisnaide Liberata. A moradora de Simões Filho precisa de uma ressonância magnética. “Mim colocaram na fila da morte chamada regulação. Essa é a saúde de Simões Filho”.

Andrea de Jesus também é uma usuária da rede pública de saúde do município. Ela conta que procurou o posto de Saúde do KM 30 e a situação por lá não está nada boa. “Muito descaso aqui, temos que dormir na fila e mesmo assim não conseguimos marcar consultas. E só marca uma vez no mês. Me diga se isso não e um descaso?”, questiona.

No Posto da Pitanguinha Velha o drama não é muito diferente. Segundo os moradores, nunca tem medicamentos e falta até material pra curativos.

“Pelo amor de Deus nem remédio pra cansaço tem, levei meu sobrinho cansando e voltei sem ser medicado. Pense aí a merda que está a saúde da cidade”, pontua Aline Oliveira.

A situação em todas as unidades de saúde basicamente é a mesma – um caos.Para marcar um médico pra retorno não conseguimos, os exames até perdem a validade”, revela Zete Gomes.

TERCEIRIZAÇÃO

Em abril deste ano a prefeitura terceirizou os 14 Postos de Saúde e a Unidade de Pronto Atendimento (UPA do CIA 1). A empresa vencedora, a Cooperativa Conectar, ganhou um contrato de R$ 20.988.000,00 (vinte milhões novecentos e oitenta e oito mil reais). Alem disso, a cooperativa desconta R$ 20 reais de cada funcionário da saúde.

A quantia astronômica desse contrato milionário não reflete no dia-dia dos usuários de postos de saúde e UPA. Tal sucateamento além de prejudicar quem realmente precisa, “fere de morte” o Sistema de Saúde do município.

Deixar a saúde pública nessa situação, com os mais carentes sob ameaça de abandono, é inaceitável.

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