Sob protestos, ex-presidente Lula toma posse como ministro da Casa Civil

Cerimônia aconteceu na manhã desta quinta-feira (17), no Palácio do Planalto, em Brasília

Autor: Correio 24 horas

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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tomou posse na manhã desta quinta-feira (17) como ministro da Casa Civil, em cerimônia realizada no Palácio do Planalto. Sob os gritos de ‘não vai ter golpe’, Lula assinou o termo de posse acompanhado da presidente Dilma Rousseff, de Eugênio Aragão, que assumiu o ministério da Justiça, e de Mauro Lopes, que tomou posse na Aviação Civil. O ex-governador Jaques Wagner, tomou posse no Gabinete Pessoal, mas se atrasou para a cerimônia.

Durante a assinatura, o deputado Major Olímpio (Rede Solidariedade-SP) se infiltrou na platéia e fez gritos de protesto. “Uma vergonha o que está acontecendo neste país’, gritou o deputado, sendo abafado pelas vaias dos presentes e expulso pelos petistas. Logo em seguida, Dilma iniciou seu discurso e saldou o ex-presidente.

“Muito bom dia a todos. Os brasileiros e brasileiras de coragem que estão aqui dentro desta sala, queria saldar com muita alegria, muita convicção,  o nosso querido ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ministro chefe da Casa Civil. quero saldar o Eugênio Aragão, ministro da Justiça, o Mauro lopes, da Aviação Civil, e Jaques Wagner”, disse a presidente.

Antes do fim do discurso Dilma chegou a ser interrompida com gritos de ‘Lula, Lula’.  “As circunstâncias atuais me dão a magnífica chance de trazer para o meu governo o maior líder politico desse país”, continuou Dilma.  “Os gritos dos golpistas não vai me tirar do rumo e colocar o povo de joelho”, afirmou.

A posse de Lula como ministro da Casa Civil acontece um dia depois de escutas telefônicas feitas pela Polícia Federal nas investigações da Operação Lava Jato terem sido divulgadas. Em um dos telefonemas, Lula recebe ligação de Dilma em que ela afirma que enviará o termo de posse para que ele use em caso de ‘necessidade’.

“Não há justiça para os cidadãos quando as garantias constitucionais na presidência na república são violados”, disse Dilma sobre o áudio divulgado. “Repudio todas as versões sobre esse fato. Queremos saber quem o autorizou, por que, e por que ele foi divulgado”, seguiu. “Interpretação desvirtuada, investigações baseadas em grampos ilegais, não favorecem a democracia nesse país”, afirmou.