Somente este ano, 89 ônibus de Simões Filho já foram assaltados – Saiba como se proteger

Aparelhos são atrativo para bandidos que atacam o transporte coletivo.

Autor: Simões Filho Online

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Foto: Luiz Fernando

— Se não passar o celular, mato todo mundo.

Essa é a tônica dos roubos a ônibus nos últimos meses. O alvo principal agora, não é somente o dinheiro da viagem, mas os celulares dos passageiros que convivem com o medo ao circular no transporte público que liga Simões Filho a capital baiana. Os números revelam a dimensão do problema enfrentado diariamente. Os altos índices de assaltos a coletivo escancaram a insegurança que amedronta usuários do transporte público. Viraram rotina os assaltos aos ônibus da Expresso Metropolitano, alvos fáceis para criminosos, que agem a qualquer momento.

De acordo com dados disponibilizados no site da Secretaria de Segurança Pública do Estado da Bahia, de 01 de Janeiro a 11 de novembro de 2016, 89 ônibus da Expresso Metropolitano foram assaltados.

Foto: Icaro Chagas

É possível perceber um aumento de ataque a coletivos na região da BR-324. Os assaltos também acontecem na região de São Cristóvão e Orla, todos em Salvador. A Rodovia Cia-Aeroporto também é um local de ação dos criminosos.

Casos

Um simples passeio pode se tornar trauma para quem depende dos ônibus diariamente. É o caso de quem estava no ônibus que faz a linha Simões Filho x Itaigara, na noite do último sábado. Por volta das 22:30, o assaltante foi logo gritando para os passageiros, sem disfarçar a tensão, quando o coletivo retornava para Simões Filho, os usuários foram surpreendidos com uma voz de assalto. Os bandidos saquearam o cobrador e os passageiros quando passava em São Cristóvão.

No último dia 14, dois ônibus também foram assaltados. Não tem hora para as ações acontecer. O primeiro caso foi as 07:00 da manhã e o segundo as 19:00h.

A vendedora Ana já foi assaltada diversas vezes. Na última, estava retornando do trabalho, quando teve de entregar seus pertences aos criminosos.

— A gente tenta manter a tranquilidade na hora, mas dá aquele medo e um passa um filme na cabeça. O bandido não tem nada a perder. Tudo é muito rápido. Qualquer pessoa que entra no ônibus me deixa assustada — acrescenta a passageira.

Os casos descritos, por sorte, não terminaram em tragédia. Apenas bens materiais foram levados dos donos. Mas a frequência com que ocorrem preocupa usuários e trabalhadores do setor, especialmente os motoristas e cobradores, normalmente, os principais alvos.

Como se proteger

São criminosos jovens, em geral, sob o efeito de drogas e em alguns casos armados. A recomendação para que os passageiros não reajam e evitem gestos bruscos segue valendo, mas com um acréscimo importante: evite manusear o celular na parada ou dentro do coletivo.

Previna-se
Em caso de assalto:
— Não reaja
— Evite movimentos bruscos
— Não manuseie o celular
— Se houve tiroteio, não corra. Você pode estar indo em direção ao tiro
— O melhor é se abaixar ou tentar abrigo
— Evite sentar muito perto da saída ou da entrada do coletivo
— A possibilidade de ser alvo de um roubo oportunista é maior

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Denuncie

— O Gerrc possui 3312-2961 para que o usuário do sistema de transporte urbano possa denunciar ocorrências de assaltos sem a necessidade de custear tarifa telefônica, bastando utilizar o prefixo 9090. O cidadão que presenciar ou tenha sido vítima de assalto em ônibus pode auxiliar o trabalho dos policiais do Gerrc. Basta informar, através do telefone 90903312-2961, as características do autor, como aparência física, traje e outros detalhes que possam auxiliar o seu reconhecimento para posterior captura.

O Serviço Disque Denúncia da Secretaria da Segurança Pública (3235-0000) é outro meio para denunciar a ação de criminosos na frota de ônibus.

Salvador

No período de oito meses, a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) registrou 1.725 assaltos a ônibus em Salvador. Segundo a SSP-BA, os números apontam para uma queda de roubo em coletivos de 3,8%, em comparação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados 1.793 casos. Mesmo assim, a violência nestes ataques é motivo de preocupação.