Torcedor brasileiro que insultou mulher russa já foi preso pela Polícia Federal

Autor: Folha de São Paulo

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Torcedor brasileiro que insultou mulher russa já foi preso pela Polícia FederalMais um torcedor brasileiro presente no vídeo insultando uma mulher na Rússia foi identificado nesta terça-feira (19/6). É o empresário e engenheiro civil Luciano Gil Mendes de Coelho, natural de Jaicós, no interior do Piauí.

Em 2015, ele foi preso em operação da Polícia Federal que investigava desvios de recursos públicos e fraudes em licitações na prefeitura de Araripina (PE). O Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) e o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Piauí (Crea-PI) divulgaram nota de repúdio pela atitude do profissional.

O engenheiro piauiense, que faz doutorado em Portugal, é um dos torcedores que aparece constrangendo uma mulher que aparentemente não fala português. Eles faziam piada de cunho sexual sem que a estrangeira entendesse nada do que estava sendo dito. O vídeo viralizou no Brasil e tem causado revolta.

Entre os identificados insultando a mulher estão também o policial militar Eduardo Neves, de Santa Catarina, e o advogado Diego Valença Jatobá, que foi secretário de Turismo de Ipojuca (PE).

Luciano Gil é formado pela Universidade Federal do Piauí (UFPI) e já foi inspetor no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Piauí (CREA-PI) e atuou nas prefeituras de Araripina e Picos. Segundo o Portal O Dia, do Piauí, ele disse por telefone que pede desculpas a todas as mulheres e que o consumo de álcool foi o responsável pela sua atitude.

Em nota, o CREA-PI e o Confea lamentam o que chamaram de “infame episódio de misoginia e sexismo realizado por um grupo de brasileiros durante a Copa do Mundo 2018”. O Conselho informou que abriu procedimento administrativo para analisar o caso.

“O exercício da engenharia abrange a promoção da segurança, da qualidade de vida, da sustentabilidade, da proteção aos valores mais caros da experiência profissional e não o protagonismo de cenas lamentáveis e vergonhosas que desrespeitam a mulher, estrangeiros ou qualquer pessoa”, diz a nota.