Tragédia anunciada! Crianças são transportadas em ônibus escolar superlotado em Simões Filho

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Autor: Redação

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Estudantes do município de Simões Filho, cidade da região Metropolitana de Salvador, estão vivendo uma situação de descaso e perigo. As crianças e adolescentes, com idades entre 4 e 17 anos, enfrentam todos os dias um ônibus superlotado, crianças em pé, espremidas e sem nenhuma segurança. O risco enfrentado é para chegar até as escolas municipais.

É o caso dos estudantes que moram no bairro Vida Nova. Muitos deles precisam se deslocar para outros bairros para poder estudar. Esse deslocamento é feito por meio do transporte disponibilizado pela Prefeitura Municipal de Simões Filho, mas em condições que não respeitam os critérios de segurança estabelecidos por Lei. Como o número de veículos disponibilizados é insuficientes para atender à comunidade, os alunos saem de suas casas em ônibus superlotados. Muitas deles fazem o percurso em pé, correndo o risco de se machucar, caso o condutor precise fazer alguma manobra brusca.

“São vidas que estão sendo colocadas em constante perigo e algumas crianças chegam a fazer o trajeto na porta do veículo, o que aumenta o risco de um acidente”, denuncia o pai de um aluno.

“Mais uma vez venho reclamar do transporte escolar do Vida Nova – superlotação. O agente que fica no ponto do Cia teve que chamar outro escolar pra pegar os alunos que estavam esperando para irem pra escola 12:30. A gente pega todos os dias no Ponto do Cemitério e nunca encontramos vaga para ir sentado”, disse Nicassia Nathalia. A filha dela de 4 anos de idade estuda no bairro Cia 2 e todos os dias precisa pegar o transporte.

As denuncias sobre a situação do transporte escolar da cidade já foi pauta de diversas reportagens do SIMÕES FILHO ONLINE. Veja los links. Matéria 1Matéria 2. O percurso acaba se tornando cansativo para os os alunos da rede pública. “As crianças acabam chegando na escola fatigados para a rotina escolar”, destaca a mãe de outro estudante.

O SIMÕES FILHO ONLINE entrou em contato com a assessoria de comunicação da Prefeitura Municipal de Simões Filho e aguarda o posicionamento sobre a superlotação do transporte escolar.

O CASO DE MIGUEL

Um exemplo do descaso com o transporte escolar é o caso do garoto Miguel Pereira Santos, de 10 anos, que morreu no dia 31 de outubro de 2017, no pátio da Prefeitura Municipal, após sair da escola Padre Luiz Palmeiras, onde estudava. De acordo com testemunhas, Miguel tentava subir no veículo pela porta da frente, mas antes mesmo de terminar de entrar, o motorista teria arrancado e o garoto acabou sendo atropelado.

Pais de miguel