Tristeza prolongada após o Carnaval pode ser sinal de alerta

Autor: Simões Filho Online | Fonte Ascom Clínica Fênix

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Foram mais de 10 dias intensos de muita música e diversão em Salvador, somando as prévias e o Carnaval oficial. Agora, é hora de se despedir dos amigos, dos amores, blocos de rua, de tirar a fantasia. É tempo de voltar à realidade, ao trabalho, estudos, à vida real. Segundo especialistas, essa ‘sensação de vazio’ é natural, sobretudo após momentos de agito em dias contínuos, que podem ser proporcionados pelo período festivo. “Quando essa fase de alegria finaliza, com a volta à rotina, a tristeza pode acontecer e, até mesmo, potencializar uma depressão, em quem já sofre com o problema”, explica o psicólogo e diretor da Clínica Fênix, Joaquim Moura.

Ainda de acordo com o especialista, é importante ficar atento aos sinais. “Se a tristeza se prolongar por semanas, meses, é necessário buscar o apoio de um profissional ou clínica especializada no assunto para buscar um diagnóstico. Quem já tem depressão e procura no Carnaval uma válvula de escape, o cuidado deve ser redobrado, uma vez que negar ou não aceitar o atual estado mental é garantir uma ressaca mais amarga depois”, detalha o psicólogo, afirmando também que essas pessoas costumam esconder os problemas atrás das máscaras e se iludir com uma realidade passageira.

Joaquim Moura destaca ainda que existem métodos práticos e saudáveis para voltar à rotina, após a folia, sem tanto sofrimento. Uma delas é inserir atividades prazerosas no dia a dia. “Happy hour com amigos e colegas do trabalho, jantares, shows, ir à praia e viajar num final de semana são ótimas alternativas. Cuidar do corpo e da mente também pesa a favor na balança. Prefira alimentos saudáveis, seja organizado e pratique atividades físicas regularmente”. Por fim, procurar aceitar um término, sobretudo de bons momentos, também é o melhor caminho a seguir. “Que seja sempre com alegria, proatividade e responsabilidade, afinal, o espírito de Carnaval pode durar o ano inteiro”, conclui o psicólogo.