Twitter bloqueará links que promovem discurso de ódio e violência

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Para resolver uma brecha em suas regras contra a disseminação de discursos de ódio e conteúdo violento, o Twitter atualizou as políticas da plataforma para proibir o compartilhamento de links que levem para conteúdo que promova violência e disseminação de discurso de ódio.

Atualmente, o Twitter possui regras do tipo em vigor, que proíbe conduta violenta nos tuítes. No entanto, as normas não se estendiam para o conteúdo que era vinculado às mensagens. Assim, usuários conseguiam infringir as diretrizes da comunidade anexando links que levavam para sites com o conteúdo proibido pela rede social.

Com a nova política, que entra em vigor no próximo dia 30, o Twitter pode impedir que URLs específicas sejam compartilhadas na plataforma, além de suspender contas que compartilham esse tipo de conteúdo com frequência. A rede social informa que o “objetivo é bloquear links de maneira consistente”, de forma semelhante com o que acontece com a “remoção de tuítes que violam nossas regras”.

Novas medidas do Twitter

Para tentar diminuir o número de pessoas ligadas a grupos extremistas usando a plataforma, o Twitter recentemente baniu sete mil contas ligadas à QAnon, uma teoria da conspiração de direita dos Estados Unidos. Além disso, a rede social adotou medidas agressivas para limitar a ação do grupo no site – 150 mil contas foram impedidas de aparecer nas recomendações.

Segundo a rede social, as ações estão alinhadas com as políticas de restrição a “comportamentos com potencial de causar danos offline”, já que defensores da teoria participam de campanhas de assédio, entre outras regras violadas.

O Twitter afirmou ainda que tomaria certas medidas para limitar o alcance do conteúdo relacionado à QAnon. Além de bloquear as contas e conteúdos relacionados à teoria, a rede social “trabalhará para garantir que não destaquemos essa atividade nas pesquisas e nas conversas”. URLs vinculadas ao grupo também não poderão ser compartilhadas no microblog.

As ações do Twitter são muito mais agressivas do que a do Facebook em relação à QAnon. Apesar de ter banido um pequeno conjunto de contas por violar regras em torno de comportamentos não autênticos coordenados, os defensores da teoria ainda são bastante ativos nas redes sociais de Mark Zuckerberg. Além disso, grupos, páginas e contas associadas ao grupo aparecem nas recomendações. FonteOlhar Digital

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