Único orfanato de Simões Filho pode fechar as portas

O abrigo é o único orfanato de Simões Filho, atende a 39 crianças e corre risco de fechar as portas

Autor: Jerffeson Brandão

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A casa poderá fechar as portas. O abrigo que fica localizado na Praça da Bandeira, centro de Simões Filho, atende a 39 crianças

Único orfanato de Simões Filho, localizado na Praça da Bandeira, o Lar Irmã Benedita Camurugi,  entidade privada de acolhimento de crianças em situação de risco e pessoal, criada em 1994, encontra-se na iminência de encerrar suas atividades no município em razão de não ter apoio do Poder público municipal. Além disso, a casa pode sofrer um desmembramento. Entenda o caso abaixo e ajude.

A Instituição que tem sua Matriz na capital baiana possui atualmente mais duas filiais: uma situada no bairro da Cidade Nova em Salvador e outra situada no centro de Simões Filho.  A coordenadora do abrigo de Simões Filho, Luciene Lopes Bittencourt dos Santos, disse que provavelmente deve haver um desmembramento (separação) e a unidade simõesfilhense não vai mais receber apoio da Matriz de Salvador, ou seja, vai ter que seguir com um trabalho independente. Se isso acontece, Luciene disse que a casa poderá fechar as portas, pois o abrigo que fica localizado na Praça da Bandeira, centro de Simões Filho, atende a 39 crianças e não conta com o apoio do governo.  Ainda não se sabe quem vai assumir o abrigo. “Nós gostaríamos que fosse a igreja católica, mas estamos aguardando a resposta”. Disse.

O abrigo que fica localizado na Praça da Bandeira, centro de Simões Filho, atende a 39 crianças e não conta com o apoio do governo

Luciene Lopes revelou as necessidades da casa e faz um apelo para as pessoas que se sensibilizam com a causa. “A casa é grande, em 18 anos nunca passou por uma reforma. Precisamos de manutenção na casa toda como pintura, troca de portas, reforma de banheiros e etc. Alem disso, necessitamos de uma equipe técnica para acompanhar essas crianças. Nossa entidade vive de doações de alimentos, roupas, calçados, produtos de limpeza, higiene pessoal, brinquedos, cama, guarda-roupas, cômodas, lençóis, toalhas. Aceitamos medicamentos como: Dipirona (gotas e comprimidos), pomadas para assaduras, anti-inflamatórios (cataflam, diclofenaco), pomadas para micoses (cetoconazol), remédio de vermes (liquido e comprimidos para os maiores), mamadeiras, leite, mucilon, fraldas descartáveis, perfumes, creme de cabelo, e desodorantes, voluntários que queiram oferecer mão de obra como: Pedreiro, Marceneiro, Bombeiro Hidráulico. Esses profissionais seriam para ajudar na manutenção da casa. Aceitamos também colaboradores que queiram ajudar a pagar alguma conta como: Água, Energia e Telefone. Toda ajuda é bem vinda”. Disse.

A coordenadora acrescentou que crianças não precisam somente de alimentos. “Elas também precisam de uma equipe técnica para acompanha-las durante as suas passagens pela instituição, à maioria delas sofreram traumas e precisam de um acompanhamento psicológico. Sem apoio, não temos condições de oferecer o serviço”. Informou.

Mesmo com toda a dificuldade, o lar em Simões Filho conta 7 colaboradores que exercem atividades vitais para o funcionamento da Entidade (Cozinheira, Lavadeira, Monitores, Orientadora educacional, Porteiro e uma Coordenadora Administrativa Através de parcerias, alguns abrigados tem a oportunidade de participar de curso de informática, atendimento e orientação psicológica, atendimento médico e odontológico, projeto Pro Jovem e diversas palestras ministradas por profissionais do Centro Social Marta Alencar.

Ajude: Quem quiser oferecer ajuda pode procurar o Lar Irmã Benedita Camurugi no Endereço: Praça da Bandeira, 91-Centro-Simões Filho. PONTO DE REFERÊNCIA: Ao lado do Ministério Público/Restaurante Itus. Conheça o trabalho e ajude.

História do Lar em Simões Filho

A idealizadora do orfanato, Nilzete de Almeida Camurugi de 85 anos, dona de casa aposentada diz que a ideia do abrigo para crianças órfãs surgiu há cerca de 50 anos atrás, quando morriam muitas mães de parto na Bahia, outras crianças eram abandonadas pelas ruas e algumas mães batiam em seus filhos. Quando se casou D. Nilzete já contava com quatro órfãos, então teve a ideia de abrigar outras crianças que aparecessem em sua porta. A casa em que residia com o marido e os filhos ficou pequena para acomodar um número cada vez maior de órfãos que foram entregue para cuidar.

Em 1998, em sua casa no bairro de baixa de quintas, dona Nilzete recebeu a visita do Padre Emilio que comovido ao ver a casa cheia de crianças, ofereceu uma casa em Simões Filho, perto de Salvador, para que pudesse abrigar parte das crianças.

No inicio ela achou longe e que teria dificuldades, mas a casa era grande e a quantidade de crianças aumentava o cada dia. Dessa forma aceitou a oferta do Padre Emilio e passou a manter também essa segunda casa.

A entidade vive da aposentadoria de D.Nilzete, das doações da comunidade, realiza bazar na sede de Simões Filho e aceita brinquedos, calçados, roupas infantis e alimentos.Existe também disponibilidade para voluntários contar histórias e brincar com as crianças.

Reportagem de Jerffeson brandão | Fotos: Jerffeson Brandão – Portal Simões Filho Online