Vereador cria projeto de Lei para proibir árbitro de vídeo em partidas de futebol no Rio de Janeiro

Autor: Extra

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Vereador cria projeto de Lei para proibir árbitro de vídeo em partidas de futebol no Rio de Janeiro
Vereador cria projeto de Lei para proibir árbitro de vídeo em partidas de futebol no Rio de Janeiro

Vereador cria projeto de Lei para proibir árbitro de vídeo em partidas de futebol no Rio de Janeiro. O vereador Zico (PTB-RJ) quer proibir o uso do árbitro de vídeo em partidas organizadas pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ). Um projeto de Lei de sua autoria publicado hoje do Diário Oficial da Câmara Municipal propõem que a arbitragem não tenha qualquer contato com vídeos durante os jogos e estipula uma multa de R$ 250 mil para quem descumprir a norma. O valor arrecadado deve ser destinado para o Fundo Municipal de Defesa do Consumidor.

A justificativa para suspender o uso da tecnologia seria o fato do VAR “não estar contribuindo para a melhora do futebol, apesar de ser uma tecnologia muito cara“. O político aponta na proposta que o árbitro de vídeo tem causado “interrupções demoradas, fazendo com que o ritmo das partidas seja alterado” e acrescenta: “quem perde é o torcedor, o público que paga para assistir ao espetáculo. Temos que registrar também os julgamentos incoerentes e duvidosos que fazem com que a tecnologia, que deveria vir para somar, subtraia a alegria do torcedor”. Para Zico, a proposição visa “devolver ao juiz da partida o poder de decisão sem a ajuda de um computador”.

Já o presidente da Casa, vereador Jorge Felippe (MDB-RJ) argumenta que não é da competência do vereador legislar sobre isso…

O vereador Zico (PTB)

Enquanto o plenário decide se o projeto pode ou não tramitar normalmente e ser votado, o presidente da Federação de Futebol do Estado do Rio, Rubens Lopes, opinou contra o projeto, que chamou de “sem nexo”.

O presidente da Ferj, Rubens Lopes

— É uma proposta sem nexo, sem qualquer efeito benéfico para o futebol, na contramão do mundo e extremamente perigosa por impedir avanços, correções e ajustes da tecnologia a serviço do futebol, além de inexplicável e surpreendentemente discriminatória, vez que só atinge partidas do campeonato Carioca e não abrange nenhuma partida de qualquer outra competição jogada na cidade do Rio Janeiro. Ou seja: Fla-Flu de Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil, Sul Americana, Libertadores ou outras podem ter VAR — comentou.