Esposa de Binho do Quilombo desabafa em frente à delegacia de Simões Filho

Veja o vídeo da manifestação que aconteceu em frente a delegacia.

Autor: Simões Filho Online

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Foto: Simões Filho Online

Após a prisão de Leandro Pereira da Silva, o “Léo”, familiares e amigos do líder quilombola Flavio Gabriel Pacifico dos Santos, 36 anos, conhecido como “Binho do Quilombo”, assassinado no no dia 19 de setembro deste ano, fizeram uma manifestação nesta quinta-feira (21/12) pedindo por justiça e agilidade na investigação. Bastante abalada, a esposa de Binho, Eliane de Jesus dos Santos, 36 anos, chegou a passar mal durante o ato. [Veja abaixo o vídeo da manifestação]

Foto: Simões Filho Online

O protesto começou por volta das 9h30 na frente da 22ª Delegacia Territorial de Simões Filho, na Rua General Labatut. Os parentes e colegas de Binho ficaram do lado de fora da unidade policial com uma grande faixa pedindo justiça. Eles também usavam camisetas brancas com a imagem da vítima estampada. Cerca de 30 pessoas participam da manifestação, que transcorreu de forma pacifica.

Foto: Débora Souza/Simões Filho Online

Depois de se sentir mal, a esposa de Binho conversou com o Simões Filho Online e disse estar inconformada com a morte do marido. Ela também falou sobre o fato de o suspeito ser uma pessoa próxima da família. “Ficamos em choque, o Léo, ia na comunidade, dizia ser uma pessoa amiga, não esperávamos isso. Quando eu vi a foto dele como suspeito de participar do crime não acreditei. A forma como meu esposo foi morto, nenhum ser humano merece isso. Logo ele que era uma pessoa tão boa. Fico sem resposta, meus filhos perguntam. Minha filha acha que ele vai voltar e fico sem saber o que dizer tem sido muito difícil, as pessoas dizem vai passar, mas para mim que convivi 19 anos com ele, para mim está muito difícil, pois ele era mais que um marido era um grande amigo”.

A irmã de criação do líder quilombola, Claudineia Conceição, 41 anos, também falou com a reportagem e destacou que permanece bastante abalada com o ocorrido. “Queremos júri popular já. Quem cometeu esse assassinato não pode ficar impune, todos aqui estão numa só revolta, numa só dor. Perdemos um irmão, amigo, parceiro para todos os instantes. Binho não fazia mal para ninguém, pelo contrário, ajudava a todos, tirava da casa dele para doar para quem não tinha. Ele morreu pela nossa comunidade, em troca de nada, porque ele não tinha rixa com ninguém. Não estamos comendo, nem dormindo direito, e buscamos justiça”, disse.

PRISÃO

De acordo com a Assessoria de Comunicação da Polícia Civil,  “Léo vai cumprir prisão temporária de 30 dias, na Delegacia Local. A prisão pode ser convertida em preventiva conforme determinação judicial, caso o acusado venha a ser indiciado pelo crime. Ainda segundo a Polícia Civil, o Rapaz é suspeito de envolvimento na morte de Binho, e foi preso por volta das 13h30, desta quarta-feira (20/12), na região do Quilombo Caipora, no Distrito de Palmares, mesma comunidade onde ocorreu o homicídio.

O acusado já prestou depoimento ao delegado Ciro Palmeira, e negou participação no crime.  As investigações em torno do caso continuam.

Foto: Simões Filho Online