Mulher é vítima de ataques no Facebook em Simões Filho

O caso aconteceu em Simões Filho. A secretária contou que ficou sabendo que as fotos dela estavam circulando pela internet após ser reconhecida por amigos.

Autor: Simões Filho Online

Publicada em


Atentos às falsas identidades presentes no Facebook. Os perfis falsos, também conhecidos como ‘Fakes’, estão por toda rede. Eles podem ser criados por quem está interessado em fazer sucesso nas redes sociais na pele de alguém que não existe, criando uma personagem virtual, ou pode ser usado por quem está interessado em manter o anonimato para denigrir a imagem de alguém (cyberbullying) e até mesmo aplicar golpes. Os crimes mais comuns são de falsa identidade, falsidade ideológica, calúnia e difamação.

Recentemente, em Simões Filho, a vida de uma jovem, que trabalha como secretária em uma empresa, se tornou um ‘pesadelo’ nos últimos anos, desde que começou a circular na internet boatos espalhados por vários perfis falsos na Rede Social Facebook.

De repente, homens que ela nunca viu começaram a mandar mensagens pedindo programas com a jovem de 26 anos. Alguns chegaram a mandar fotos sensuais para ela. Várias publicações envolvendo suas fotos começaram ser disseminadas na internet. Na descrição dos posts, xingamentos e boatos sobre doenças e sua vida pessoal. Tudo parecia muito estranho: de onde aqueles homens todos tinham tirado o contato dela? Por que achavam que ela era garota de programa? Por que uma pessoa iria cometer atos tão cruéis para estragar a vida de outra? Qual o motivo para tantas acusações?

Nada fazia sentido. Até que a jovem ligou os pontos e chegou a uma conclusão sobre o que tinha acontecido.

Um dos perfis falso criado

A secretária M.A. contou que ficou sabendo que as fotos dela estavam circulando pela internet após ser reconhecida por amigos. Tudo começou há um ano atrás, quando o perfil de Secretária foi rackeado – acrescentaram ao nome dela a palavra “Aidética“. a partir desse instante, tudo começou a virar um pesadelo na vida da jovem. Depois disso, ela bloqueou o perfil e procurou a delegacia de crimes cibernéticos para registrar um boletim de ocorrência, mas, tudo era apenas o começo. A atitude da secretária não intimidou o Fake.

— Esse fake começou a divulgar que eu era ‘aidética’, depois publicou que eu estava ficando com homem casado. Passou um tempo e outros perfis falsos foram criados e neles novas mentiras foram publicadas. Nas postagens, o Fake me xingava e dizia que eu tinha cabelo duro, me chamando de preta, imunda. Disseminou pela rede social que eu abrir um brega em meu restaurante. Roubou várias fotos do meu namorado com a ex para me prejudicar. Não satisfeita com tudo isso, ela postou meu número dizendo que eu fazia programa abaixo do preço de mercado e cobrava apenas R$ 5,00. Tive que me desfazer do meu numero de telefone.

De acordo com a secretária, esta foi a primeira vez que sofreu uma afronta racista, caluniosa e difamatória. “O sentimento é de indignação. Porque não foram simples publicações – foram várias mentiras vinda de uma só pessoa. A gente vê noticiarem esses casos na mídia. Mas nunca imagina que vai acontecer conosco”, desabafou.

Sem querer mostrar o rosto, a jovem disse que não tem dúvida de que se trata de uma vingança.

— Ao todo, foram criados 13 perfis falsos e dois perfis pessoais também foram rackeados, todos com a função de denigrir a minha imagem. Tive que fazer outro face com um nome diferente. Não tenho mais foto de capa e nem de perfil. As fotos que eu tenho apenas meus amigos visualizam.

“Isso serve de exemplo para todos que utilizam as redes sociais. Deixo um conselho: Não aceite convite de pessoas desconhecidas. Mesmo sendo amigo de um amigo, é bom tomar muito cuidado”, disse a Jovem.

Suspeita

A secretária M.A. suspeita que uma mulher está por trás desses perfis falsos. Ela já tem o nome e o endereço da suspeita de inventar todas as calunias. Todas as informações e a identidade da suspeita já foram passadas para a polícia de Simões Filho e a delegacia de crimes cibernéticos que investigam o caso. A secretária também informou que já procurou um advogado para cuidar do caso.

O cyberbullying – ofensa, discriminação ou ameaça digital – leva a indenizações que variam de 10 e 30 mil reais. Quem compartilha calúnias e mensagens de ódio nas redes sociais, também pode estar sujeito a punição.

Os chamados crimes contra honra na internet – que envolvem ameaça, calúnia, difamação, injúria e falsa identidade – têm gerado cada vez mais processos judiciais. Julgamentos recentes resultaram em pagamento de indenizações, retirada de páginas do ar, responsabilização de agressores e outras condenações em favor das vítimas.

VEJA MAIS NOTÍCIAS DE SIMÕES FILHO