Visite o Centro Industrial de Aratu antes que acabe – Cenário de destruição impressiona

Autor: Simões Filho Online

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“Visite o Centro Industrial de Aratu antes que acabe”, parece exagero, mas trata-se de uma triste realidade de uma das áreas considerada de maior importância para a economia das cidade de Simões Filho, o Centro Industrial de Aratu – CIA, instalado estrategicamente a 20 km de Salvador e próximo a dois importantes portos marítimos do Estado da Bahia. O local vem sofrendo nos últimos anos com o abandono por parte do Governo do Estado da Bahia, por meio da Superintendência de Desenvolvimento Industrial e Comercial  – SUDIC, e com omissão da Prefeitura Municipal de Simões Filho. A situação de descaso transformou o local em área de desovas de veículos e de cadáveres.

Risco

O Centro Industrial de Aratu (CIA) continua com a fama de “cemitério de indústrias”. Quem transita pelo área industrial, observa a situação de degradação e é obrigado a fazer um trajeto arriscado. O abandono se vê pela grande quantidade de materiais que são descartados na beira do asfalto. É preciso atravessar áreas desertas, onde ruínas de empresas abandonadas se junta à carcaças de automóveis incendiados, lixo e entulho jogados nas margens das pistas, alem de buracos e mato, que facilitam a ação de assaltantes.

Os próprios trabalhadores admite que freqüentemente acontecem assaltos no local: “Os buracos e até crateras que se estendem em diversos pontos estão causando grandes transtornos aos trabalhadores que necessitam passar pelas vias. Sem falar na falta de iluminação. Saio daqui da empresa após as 18:00 e digo que qualquer bandido que quiser atuar tem fáceis condições para isso”, disse um trabalhador que mora em Simões Filho e que não quis se identificar por medo de represália.

O presidente da Associação das Empresas do Centro Industrial de Aratu (Procia), Marconi Andraos, admite os problemas e afirma que tem buscado junto ao Estado que seja executado um plano emergencial de recuperação do local. “De fato, a impressão causada com o estado de conservação não só das vias internas, como da sinalização, iluminação e o mato existente, é a pior possível. Estamos no fundo do poço, por assim dizer. A PROCIA, vem atuando junto aos órgãos competentes não só para que seja executado um plano emergencial de recuperação como também  para que possa assumir parte da gestão do CIA, com base no que estabelece a lei 13.462 de dezembro de 2015”, disse ele ao Simões Filho Online.

Mesmo diante do quadro de abandono, da falta de infra estrutura e segurança, muitos empresários manifestam intensão de instalar seus empreendimentos no local, mas acabam desistindo devido a situação. “Nós temos noticias desta procura dos empresários para se instalar no Cia, porém podemos afirmar que existe também grande numero de desistências devido a estes e outros fatores que afetam a gestão do Cia”, revelou Andraos.

Aliado a esses problemas de infra-estrutura, o complexo — que foi criado há 50 anos, carece de um planejamento estratégico e de um projeto político de atração de novas indústrias para ocuparem os espaços vazios deixados por muitas das empresas que já abandonaram o local.

A reportagem não conseguiu entrar em contato com a Superintendência de Desenvolvimento Industrial e Comercial  – SUDIC, órgão responsável pelo CIA

O Centro Industrial de Aratu é dividido em duas áreas, a Sul (entre  Salvador e Simões Filho) e a Norte (Candeias). Tem uma área total de 250.433.947,00 metros quadrados, onde estão instaladas cerca de 150 empresas, que empregam em torno de 15 mil trabalhadores.

Um vídeo compartilhado nas redes sociais mostra o estado de abandono do Centro Industrial de Aratu (CIA). Assista vídeo: